• Poder Soul

    19 julho 2021 – 23 julho 2021

    Segunda-feira

    The Last Poets

    When the revolution comes

    Douglas

    Abiodun Oyewole, David Nelson e Gylan Kain fundaram os Last Poets, em 19 de Maio de 1968, naquele que seria o dia de aniversário de Malcom X, no Mount Morris Park, em Harlem, Nova Iorque.

    O trio de percursores do Rap que, entretanto havia gravado a banda sonora do documentário – “Right on!” – expandiu-se, com a entrada de Umar Bin Hassan, Jalal Mansur Nuruddin, Felipe Luciano e dos percussionistas Nilaja Obabi and Baba Don, antes de Nelson, Kain, e Luciano perseguirem os seu projectos pessoais.

    Entre 1970 e 2018, Abiodun, Jalal, Umar e, mais tarde, Suliaman El-Hadi,  assinaram perto de uma dezena e meia de Lps e igual número de singles, tornando-se numa das principais referências da “Spoken Word” afro-cêntrica e nuns dos mais citados pioneiros do Rap.

    “When the revolution comes” é um dos temas que compõem o seu disco de estreia, homónimo, editado pela Douglas, emblemática independente fundada, em 67, por Alan Douglas, que fez o seu caminho entre o Jazz e a poesia.

    Uma genial canção, que está entre os mais inspirados momentos da cultura afro-americana moderna e que é um dos vários possíveis hinos assinados por uma das suas forças maiores.

     

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    19 julho 2021 – 23 julho 2021

    Terça-feira

    Hot Snow

    Four times the love

    Revelant

    Nativo de Carlsbad, no Novo México, Fred Snow começou a tocar guitarra ainda criança e, aos 13 anos, já assegurava o baixo na banda Jazz do seu pai: John.

    Uma bolsa levou-o à Eastern New Mexico University, onde viria a formar a sua primeira banda – Freddie Snow + his Snow-Men – em 1966.

    Então um trio, o grupo convenceu Dorothy McDonald, uma estudante de teatro branca, a assegurar as suas vozes principais e foi da relação entre ela e Fred que, já no sul da Califórnia, nasceriam os Hot Snow.

    O casal, que chegou a ser convencido a tentar assumir-se como a primeira dupla interracial da cena Rock norte-americana, juntou-se a Roger Alves, Fred O’Brien, Harvey Self, Terry Curran, Sharon Robinson e uma outra cantora conhecida apenas por Roberta e tornou-se numa presença assídua em inúmeros clubes nocturnos e bases militares da Costa Oeste, para além de ter tido residências em locais longínquos, como o Alaska ou o Hawai.

    Em 71, financiados por Rick Fleming, fundador da Flamingo Productions e seu manager, os Hot Snow foram até aos T.T.G. Studios, em Hollywood, para gravar o seu único disco, sob a supervisão do requisitado Angel Balestier.

    “Four times the love” é o lado A desse sete-polegadas, prensado pela Relevant, e uma imensa canção Funky Soul, que se transformou num cobiçado troféu entre os mais progressivos Djs e colecionadores da cena especializada, assegurando-lhes um lugar na história.

     

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    19 julho 2021 – 23 julho 2021

    Quarta-feira

    New Creation

    Ain’t no right way to do wrong

    New Creation Records Inc.

    New Creation foi um obscuro projecto do misterioso Rudolph C. Thomas Jr., que esteve activo na viragem dos 70 para os 80, em Wiston-Salem, na Carolina do Norte.

    Pouco ou nada se sabe sobre a sua história, para além de que o seu único disco foi gravado, em 1982, entre o Dive In Studio, na sua cidade natal, e os ultra-requisitados Galaxie III Studios, em duas sessões dirigidas pelo lendário Harry Deal.

    “Ain’t no right way to do wrong” é o lado A deste single, auto-editado, através da New Creation Records Inc., e o tema que lhes garantiu um lugar de culto entre os mais apaixonados e atentos adeptos da melhor música negra.

    Uma verdadeira obra-prima Gospel Soul que, embora tenha sido registada nos 80, soa ao melhor que nos deram os 70, e que foi adoptada pelos mais esclarecidos clubes da cena especializada, antes de ter sido incluída no segundo volume da série “Divine Disco”, assinada por Greg Belson e editada pela Cultures of Soul.

     

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  • Poder Soul

    19 julho 2021 – 23 julho 2021

    Quinta-feira

    Starcrost

    False paradise

    Fable

    Trombonista e protagonista chave da cena de fusão branca de Austin, no Texas, Mike Mordecai juntou-se a Liza Farrow-Gillespie, John Mills, Paul Pearcy, David Deaton e Jim Spector, a meio dos anos 70, para formar os Starcrost.

    O nascimento do grupo coincidiu com a intenção de reactivar a Fable, independente local fundada em 73, com o objectivo de editar o rock psicadélico do único single de Zilker Sunday.

    Numa decisão ousada, Mordecai decidiu editar três Lps de três bandas da cidade num só mês, como prova da extrema dinâmica da cena local, e foi assim que os Starcrost gravaram o seu único Lp, a exemplo do que aconteceu com os Steamheat e com os Forty Seven Times Its Own Weight.

    “False paradise” é um dos expoentes máximos desse colecionável longa-duração que teve uma reduzida prensagem de mil unidades, em 1976.

    Uma grande canção Soul Jazz, com uma produção e uma interpretação imaculadas, que se transformou num clássico Rare Groove e foi alvo de uma reedição em LP, através da Jazzman, e outra em sete-polegadas, via Dynamite Cuts.

     

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    19 julho 2021 – 23 julho 2021

    Sexta-feira

    Frankie Alexander

    No seat dancin

    DeElegance

    Nascido em Corinth, no Mississippi, Chuck “Frankie” Alexander começou a cantar na Southern Baptist Church, onde a mãe era pianista e ele e os seus nove irmãos formavam o coro.

    Depois de uma estadia em Chicago, acabou por se fixar em Memphis, onde era o Chuck, um esforçado trabalhador da construção civil, durante o dia, e, à noite, o Frankie, um promissor cantor, que pisava os palcos de clubes como o Blues Alley ou o Bill’s Twilight Lounge.

    Produzido por Ben Cauley, trompetista dos lendários Bar-Kays e o único sobrevivente do acidente de aviação que vitimou Otis Redding e a sua banda, Frankie Alexander acabou por ter a oportunidade de gravar um sete-polegadas, que não permitiu que viesse a fazer carreira, mas rendeu-lhe a admiração dos mais ferverosos adeptos da cena Soul especializada.

    Gravado no Sam Phillips Recording Studio, em Memphis, masterizado no Masterphonics, em Nashville, e editado pela DeElegance, minúscula independente de Ben Cauley, em 1986 – “No seat dancing” – transformou-se num absoluto clássico Modern Soul.

    Uma enorme e polida ode ao trabalho dos Djs que, estando apenas ao alcance dos mais abastados colecionadores, no seu raro formato original, foi incluída na excelente recolha da Light in the Attic: “Stone Crush: Memphis Modern Soul 1977-1987”.

     

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