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Episódio 14

A Branda de Santo António de Vale de Poldros
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Neste lugar, chama-se branda a um conjunto de cardenhas. Uma cardenha é um pequeno abrigo de pedra. À primeira vista, as cardenhas de Vale de Poldros parecem construções toscas, rudimentares. Mas, observadas de perto por quem sabe, são "verdadeiros monumentos de elevado valor etnográfico, cultural e científico."
A mil e cem metros de altitude, no deslumbrante topo da Serra da Peneda, há cardenhas que fazem lembrar rústicas catedrais em miniatura. A sua complexidade construtiva é um perturbante testemunho da capacidade inventiva, do engenho humano de há milhares de anos. E faz-nos compreender melhor o Professor de História da Arquitetura que diz aos seus alunos: "os arquitetos não são mais que pedreiros que aprenderam latim." Uma surpreendente visita guiada pelo arquiteto Manuel C. Teixeira.
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Episódio 13

Museu Nacional dos Coches
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O Museu Nacional dos Coches (MNC), agora instalado em novo edifício na mesma Belém do clássico Picadeiro Real (onde sempre tinha estado), permanece um caso único no mundo. A coleção nacional dos coches cobre um arco temporal de 400 anos, representa a imensa variedade de carros que existiram na Europa antes de surgirem os veículos motorizados e conta com alguns exemplares que desapareceram nos seus países de origem, como os coches franceses do séc. XVII que já não têm congéneres em França. Os três coches de aparato sobreviventes do conjunto encomendado por D. João V para integrar o cortejo triunfal da Embaixada que enviou ao Papa Clemente XI em 1716 continuam a justificar, por si só, a visita ao MNC, aqui guiada pela sua diretora, Silvana Bessone.
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Episódio 12

Palácio da Brejoeira, Monção
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O que terá levado alguém a mandar fazer uma réplica do Palácio da Ajuda numa propriedade isolada nos confins do Alto Minho? Nos inícios do séc. XIX, quando o Palácio da Brejoeira começou a ser construído, Braga ficava a um dia de distância a cavalo. A História do Palácio da Brejoeira cruza-se com três famílias, com as suas tragédias e com os seus méritos, com a atribulada Política do séc. XIX português, com o Estado Novo e com a muita audácia empresarial que fez do Alvarinho desta região uma referência dos vinhos portugueses.
O historiador Ernesto Português, natural do concelho de Monção, guia-nos nesta visita pelo Palácio da Brejoeira e pela surpreendente quinta que o envolve.
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Episódio 11

Museu Nacional da Música
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Onze peças classificadas como Tesouro Nacional e outras em fase de classificação. As excelentes coleções do Museu Nacional da Música (MNM) ultrapassam em muito os instrumentos musicais que podemos observar expostos. Há ainda a coleção documental (que integra o original de "A Portuguesa", o hino nacional composto por Alfredo Keil), a coleção fotográfica, a de gravuras, a de fonogramas, etc. O MNM apresenta ainda a curiosidade de estar instalado numa estação de metropolitano de Lisboa.
Uma visita guiada por Graça Mendes Pinto, a diretora do museu; por Susana Caldeira, uma conservadora-restauradora com uma relevante carreira em museus da música que são referências internacionais e por dois músicos de exceção que tocam para nós em instrumentos históricos da coleção do MNM: Pavel Gomziakov, no violoncelo Stradivarius de D. Luís e José Carlos Araújo, no Cravo Antunes, instrumento único no mundo.
A não perder.
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Episódio 10

Palácio da Vila de Sintra, Sala dos Brasões
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Mandado erguer pelo Rei D. Dinis há 700 anos, o Palácio da Vila foi sendo atualizado e acrescentado por sucessivos reis. Encomendada por D. Manuel I no séc. XV, a Sala dos Brasões é a peça mais impressionante deste singularíssimo palácio real. Mas aquilo que nesta sala parece ser um excecional programa decorativo é na verdade um milimétrico programa político: a Sala dos Brasões do Palácio da Vila de Sintra é a imagem perfeita da centralização do poder do rei que D. Manuel fixa inequivocamente. Ao contrário do que acontecera com os seus antecessores na Idade Média, D. Manuel I já não era um par entre iguais, mas um rei absoluto, acima de todos os outros homens e de quem imanava toda a luz e todo o poder.
O lugar que cada uma das 72 famílias nobres aqui representadas ocupava na hierarquia da corte está expresso na colocação das respetivas armas ou emblemas no teto da Sala dos Brasões. Especialista em Heráldica, o historiador Miguel Metelo Seixas traduz para nós o que significam muitos dos símbolos inscritos nesta sala, explica a lógica da heráldica e prova que esta é uma forma de comunicação que continua ativa e muito eficaz nos nossos dias.
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