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Episódio 21

Casa de Mateus
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Atribuída a Nicolau Nasoni, o italiano que no séc. XVIII marcou a arquitetura do Norte de Portugal com peças como a Igreja e a Torre dos Clérigos, a Casa de Mateus é um edifício magnífico, mas é muito mais do que isso. É a representação de uma família que à décima quarta geração continua a habitar o mesmo lugar próximo de Vila Real, Trás-os-Montes, e continua a impor a sua vocação cultural que se manifestou logo nos fundadores da Casa.
O historiador Hélder Carita e Teresa Albuquerque, que seria a atual morgada da Casa de Mateus (se ainda existissem morgadios), são os nossos guias nesta visita pela Casa de Mateus, a sua arquitetura, os seus conteúdos, os seus notáveis antepassados e o seu singular "espírito".
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Episódio 20

Teatro Nacional de São Carlos
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O Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) é hoje um dos únicos teatros europeus do séc. XVIII que permanecem autênticos: igual ao que era quando abriu as portas em 1793. Uma relíquia sistematicamente procurada por cineastas e fotógrafos de todo o mundo. Mas mais de 200 anos depois de ter sido inaugurado, o TNSC continua a ser objeto de ideias erradas: que foi pago por mecenas, que é uma réplica do teatro de ópera de Nápoles.
Desmontando estes e outros equívocos, o arquiteto Luís Soares Carneiro conduz-nos nesta visita pelo TNSC. E o nonagenário Mário Moreau, o mais prolífico autor sobre o TNSC, vai recordar a exibição de Maria Callas no São Carlos e de muitos outros cantores notáveis que ali cantaram ao longo dos últimos 75 anos.
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Episódio 19

António Soares dos Reis
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É um dos melhores escultores portugueses de todos os tempos e, contudo, a sua obra resiste ao conhecimento e ao afeto da maioria dos seus conterrâneos e compatriotas.
Se "O Desterrado" é uma escultura que todos já viram, pelo menos em fotografia, quantos conhecem a vida e a obra deste criador a quem Rodin, o célebre escultor francês, beijou as mãos, comovido com uma das suas obras?
José Guilherme Abreu é o nosso guia nesta visita ao Cemitério de Mafamude, em Vila Nova de Gaia, e ao Museu Nacional de Soares do Reis, no Porto, na pista do percurso do angustiado e brilhante artista que foi António Soares dos Reis.
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Episódio 18

Igreja Matriz de Caminha
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Pode um edifício ser simultaneamente conservador e vanguardista? A Igreja Matriz de Caminha prova que sim. Construída em finais do séc. XV, é um edifício de traça gótica, com muros feitos à moda do atávico românico português e com aspetos renascentistas que, à época, davam ainda os primeiros passos na Península Ibérica. Com Espanha à vista, foi arquitetada por mestres da Biscaia e da Galiza e é uma das mais belas igrejas portuguesas. O teto de madeira é tão fora de série que faz dela uma peça inconfundível no património nacional.
Uma visita guiada pelo professor de história da arte Rui Maurício.
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Episódio 17

Tríptico da Paixão de Cristo em Esmalte de Limoges, Museu de Évora
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É uma peça para uso privado, doméstico. Uma peça pequena que, dobrada, pode confundir-se com um livro. E, contudo, é um tesouro da História da Arte universal. Um objeto de referência para todos os historiadores da arte tardo-medieval.
Entre as muitas placas de esmalte pintado produzidas em Limoges, França, no séc. XVI, esta está entre as melhores. A singular qualidade do seu trabalho faz crer ser da autoria do melhor artista de uma célebre família de esmaltadores. E, a acrescer à sua impressionante beleza, este tríptico está envolto numa lenda mirabolante que também interessa conhecer.
Uma visita guiada pela investigadora Ana Paula Machado.
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Próximos episódios

Episódio 22

Puro Sangue Lusitano e Escola de Arte Equestre
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O mais famoso condutor de carros de cavalos de corrida do Mundo Antigo foi lusitano: Diocles viveu no séc. II d.C. e ainda existe em Roma uma placa gravada que celebra a sua memória. Está hoje provado geneticamente que os cavalos que os romanos encontraram no nosso território há 2200 anos são os antepassados diretos do Puro Sangue Lusitano.
Também a Escola Portuguesa de Arte Equestre é resultado da tradição da unidade entre cavalo e cavaleiro que na Península Ibérica começou a ser cultivada há mais de sete mil anos, tradição que teve desenvolvimentos únicos no mundo.
Da Coudelaria de Alter ao Museu Nacional de Arqueologia, passando pelas instalações da Escola de Arte Equestre, pela Biblioteca Equestre do Palácio Nacional de Queluz e pelo Picadeiro Henrique Calado, na Ajuda, uma visita guiada por três figuras de referência nas suas respetivas áreas: o historiador e arqueólogo Amílcar Guerra, João Costa Ferreira, o coordenador da candidatura da Equitação à Portuguesa a Património Imaterial da Humanidade e João Pedro Rodrigues, o Mestre Picador-Chefe da Escola Portuguesa de Arte Equestre.
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Episódio 23

Pintura de Almada Negreiros nas Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha Conde de Óbidos
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Dos painéis que em finais dos anos 40 do séc. XX Almada Negreiros fez para a Gare da Rocha Conde de Óbidos, o artista disse ser o seu trabalho de que mais se orgulhava e aquele com que mais se identificava. Polémicas desde que a primeira série de painéis ficou pronta na gare marítima de Alcântara, estas imensas pinturas de Almada começaram por ser encomendadas por Duarte Pacheco, o célebre ministro das Obras Públicas. Mas entre a encomenda a Almada e a obra que Almada entregava muitas vezes ia um... abismo.
O "artista total" é-nos apresentado aqui por Mariana Pinto dos Santos, a curadora de Uma Maneira de Ser Moderno, a exposição antológica sobre Almada Negreiros em 2017 na Fundação Calouste Gulbenkian.
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Episódio 24

A Trancoso de Bandarra
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Na primeira metade de 1500, Bandarra, o sapateiro-poeta de Trancoso, escreveu um conjunto de trovas que ficaram para a posteridade como proféticas. Se em vida do autor, de seu nome verdadeiro Gonçalo Anes, as suas Trovas atingiram uma notoriedade que o levariam aos calaboiços da Inquisição, depois da sua morte a fama do dom profético de Bandarra amplificou-se ainda mais.
Ao longo dos séculos, grandes criadores da Língua Portuguesa, como Padre António Vieira e Fernando Pessoa, citaram e escreveram a partir das Trovas de Bandarra. Isabel Almeida guia-nos pela, ainda nebulosa, vida e obra de Bandarra através dos espaços que terá percorrido em vida na sua Trancoso natal.
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Episódio 25

Tapetes de Beiriz
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Nos anos 40 e 50 do séc. XX, não havia em Portugal casa boa ou instituição de prestígio que não se batesse por ter tapetes de Beiriz. De uma qualidade excecional sob todos os pontos de vista, os tapetes de Beiriz eram exportados para Espanha, Bélgica, França, Grã-Bretanha, Argentina, Cuba, Brasil, EUA. Encerrada na sequência da revolução de 1974, a Fábrica de Tapetes de Beiriz, em Beiriz - concelho da Póvoa de Varzim -, foi recuperada por uma alemã em finais dos anos oitenta e hoje é a sua filha que gere a segunda, e inesperada, vida dos tapetes de Beiriz.
Cátia Ferreira está bem ciente da responsabilidade da sua missão: Hilda Brandão Miranda, a fundadora da fábrica original, foi uma mulher notável, uma artista e uma empresária de mão-cheia. Começou em 1919 com seis camponesas-tecedeiras e dois pequenos teares e em 1934 tinha já 350 operárias e cerca de 60 teares.
Uma história emocionante em que as mulheres são as protagonistas há quase cem anos.
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