Matou a fome à tripulação das Caravelas e chegou a ser feita com lentilhas ou grão de bico. Só se tornou feijoada com o desembarque português no Brasil e reinventou-se “à transmontana” quando a aldeia de Candedo, em Bragança, deitou mão à receita.

Em almoço de Domingo Gordo, nunca falta na mesa das famílias de Trás-os-Montes, acompanhada de arroz branco ou de forno. Alguns preferem juntar-lhe couve portuguesa, outros nabiças. E, se uns a confeccionam com feijão encarnado, outros optam pelo branco. Mas são os enchidos típicos, o entrecosto, o chispe e a orelha de porco que fazem da feijoada um pesadelo para a dieta… e um sonho para os transmontanos, que tanto apreciam uma refeição de peso.

Quando os próprios costumes nos empurram para um prato cheio de tentações, podem os recentes alertas da Organização Mundial de Saúde sobre carne vermelha e processada estar condenados ao fundo da panela?