O vencedor do The Voice Portugal esteve à conversa com Sílvia Alberto e ainda partilhou uma música da sua autoria. Sobre os últimos 17 domingos, Fernando Daniel tem boas recordações, mas a grande final foi definitivamente o dia mais especial da sua vida.

[No instante em que ganhei] não me passou nada pela cabeça. Se ganhasse o Murta eu ter-me-ia ajoelhado na mesma porque era um acumular de tanta pressão e eu tinha um misto de emoções que aquilo foi completamente genuíno!

A entrevista recordou a prova cega de Fernando Daniel, o momento em que a mãe lhe fez uma surpresa minutos antes de subir ao palco.

Comecei a sentir muita pressão. Porque sabia que as pessoas queriam que todas as minhas atuações fossem como a minha prova cega. E depois também comecei a pensar que as pessoas também têm de ter noção que eu sou humano. Não tenho de dar sempre um show num concerto. Há uma música que vai arrepiar, uma que vai fazer chorar, uma que vai entreter… E foi muito difícil gerir essa pressão toda.

Fernando Daniel admite que o tema de John Legend foi uma má escolha, um “erro de percurso”.

Bryan Adams também não foi uma boa escolha. Porque estava muito doente e muito afónico e é uma música que pede muito pela voz.

Na gala final, Fernando escolheu o tema Chandelier de Sia. Embora tenha tentado usar a técnica que lhe ensinaram, a emoção quis falar mais forte, pela intuição que Fernando tentou sempre integrar.

Talvez tenha sido isso que o levou a conquistar o público e o mentor Mickael Carreira.

Sei que venho de uma zona pequena de onde ninguém saiu para lado nenhum. E eu sabia que tinha de mostrar ao país e não há nada melhor do que a televisão. Tentei uma e outra vez e à terceira tinha de ser de vez. E foi.

Fernando Daniel dá muito valor ao contacto com o público, que o segue sobretudo nas redes sociais. As pessoas querem estar a par do dia-a-dia do artista.