FUNÇÃO
É o Chef do “Divina Comédia”.

 

NOME
Vítor Guerreiro.

 

IDADE
52 anos, nasceu em Portimão.

 

FAMÍLIA
Casado três vezes e três vezes separado. Tem duas filhas. A mais velha, Maria, estuda em Paris; a mais nova, Alice, tem cinco anos e vive com a mãe, Tatiana. Vítor, apesar de ganhar muito bem, está sempre aflito de dinheiro: a pensão de alimentos à ex-mulher, o curso da filha mais velha na Universidade de Paris, e algumas dívidas, colocam-no sob permanente pressão. Vítor mora em casa do subchef Leonel pois, com tantas despesas fixas, não tem dinheiro para pagar uma casa.

 

PASSADO
Desde pequeno que Vítor gosta de cozinhar, sobretudo peixe, “trato-os todos por tu”, como costuma dizer. O pai, Joaquim Guerreiro, era pescador, tinha uma pequena traineira e era conhecido pelas suas caldeiradas. Um dia, cansado da pesca, Joaquim e um amigo abriram um restaurante na praia, “O Pescador”, que foi um sucesso. Foi aí que o Vítor começou a cozinhar, percebendo rapidamente que tinha jeito. Os turistas adoravam a maneira como o rapaz grelhava o peixe. Ambicioso, aos 18 anos foi estudar para França, para a famosa escola Le Cordon Bleu. Depois de tirar o curso, andou por vários países, onde trabalhou e aprendeu muito. Era um prodígio da culinária e acabou por se entregar ao vício do álcool e das drogas para
lidar com o stress. Anos mais tarde, voltou a Paris, para o famoso restaurante «Claude Monet», mas acabou por ser despedido por usar dinheiro da caixa para ir jogar, o seu pior vício a seguir ao álcool. Este erro quase lhe custou a carreira. Após um ano sabático, regressa a Portugal, a convite de Bruno Falcão, que sempre admirou Vítor, para chefiar a cozinha do novíssimo “Divina Comédia”. O Chef é um sentimental, guarda numa caixa de madeira uma faca em aço japonês, oferecida pelo pai.

 

RELAÇÕES NO TRABALHO
Vítor é um tipo excêntrico, litigante, por vezes mal-encarado, sobretudo quando bebe. Quando se embriaga ninguém o atura. Trata o pessoal da cozinha a toque de caixa. Como no exército, preza a hierarquia e não admite que falem depois dele. É autoritário e exigente, ao pessoal da cozinha não admite falhas. Mas, no fundo, adora a sua “equipa maravilha”, não passa sem eles, defende-os sempre. Dá-se especialmente bem com o sub-chef, o seu único e verdadeiro amigo, e, surpreendentemente, tem especial respeito por Zulmira, a copeira, que trata ternamente por Zazá. Compete com Kika (gerente do restaurante) mas, no fundo, respeita-a.

 

AMIGOS
Tem poucos amigos, mas adora animais. Tem no escritório um pequeno aquário onde vive o “Faneca”, peixinho com quem desabafa.

 

CARACTERÍSTICAS EMOCIONAIS E PSICOLÓGICAS
Instável, impaciente e nervoso, relaxa a cozinhar, a beber e a ouvir música clássica (árias de ópera). Tem uma aparelhagem de som no escritório. Foi um fervoroso amante de música punk, nos anos 80, e numa noite de copos, em Amesterdão, tatuou um pequeno escorpião no pescoço, nem sempre visível. Por vezes tem ataques de raiva e torna-se cruel. Insulta os empregados, chama-lhes todo o tipo de nomes, mas quando cai em si fica arrependido, apesar de nunca pedir desculpa.Também tem uma faceta meiga. Apercebemo-nos disso quando vemos Vítor com a
filha Alice, ou quando desabafa com o “Faneca”.
O QUE GOSTA
Medronho. Whisky. Também adora cantar.

 

O QUE DETESTA
Detesta receber ordens e até sugestões, não admite ser contrariado.

 

O QUE TEME
Ser despedido, ficar sem dinheiro e ter de voltar a começar a vida noutro restaurante.

 

SEXUALIDADE
Cada vez menos ativo. Começa a ter dificuldades em apaixonar-se.

 

PRINCIPAIS QUALIDADES
Profissional, muito competente.

 

PRINCIPAIS DEFEITOS
Obsessivo, jogador, alcoólico.

 

GUARDA-ROUPA
Impecável no restaurante, despreocupado no dia-a-dia.

 

CABELOS E ADEREÇOS
Uma barba de dois dias.

 

COMO TRATA OS OUTROS
Mal, por vezes chama-lhes nomes. É bruto.

 

PALAVRAS QUE USA E ABUSA
“Que porcaria!”, “Atrofiados”, etc.

 

NUMA FRASE- Uma figura!