Há um outro Portugal lá fora. Há mesmo mais portugueses e luso-descendentes de primeira e segunda geração pelo mundo fora do que portugueses em Portugal. Será que as emissões da RTP Internacional respondem aos interesses das comunidades lusófonas espalhadas pelo mundo?

 

Emitido

2018/01/27

Episódio nº 40

 

Convidados

Domingos de Azevedo (telespetador);

David Lourenço (telespetador);

José Esteves (telespetador);

Júlia Araújo (telespetadora);

Mário Soares (telespetador);

José Luís Correia (telespetador);

José Santos (telespetador);

Manuel Goulão (telespetador);

Fernando Campos (telespetador);

Teresa Morgado (telespetadora);

Dorinda Lourenço (telespetadora);

Nelson Ponta-Garça (produtor conteúdos para a RTPI);

Carlos Pereira (produtor conteúdos para a RTPI);

Luís Costa

 

Texto do Provedor

Todos nós sabemos, mas nem sempre nos lembramos de que há um outro Portugal lá fora. Há mesmo mais portugueses e luso-descendentes de primeira e segunda geração pelo mundo fora do que portugueses em Portugal. Só este facto deveria ser suficiente para sublinhar a importância da RTP Internacional.

Mas na realidade não há apenas um outro Portugal lá fora. Há uma enorme pluralidade de comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Comunidades muito diferentes nos seus hábitos, consumos culturais, tipo de relação com Portugal, inserção no país em que vivem, etc… Esta diversidade torna a missão da RTP Internacional muito difícil.

É um verdadeiro quebra-cabeças conseguir oferecer uma programação interessante para um ex-trabalhador rural emigrado em França nos anos setenta do século passado e, ao mesmo tempo, capaz de cativar um doutorado emigrado há 3 anos. Como afirmava há uns meses o diretor de programas, Daniel Deusdado, se a RTP tivesse recursos para operar com um maior número de satélites deveria desdobrar a RTP Internacional em dois canais, um tratando mais do entretenimento, cultura e desporto e o outro da informação.

E num desses canais seria necessário dar mais espaço para os programas retratando a vida e as realizações das comunidades emigradas. Informação e reportagens que os telespetadores acham sempre insuficientes. Por tudo isto, a RTP Internacional deveria ser dotada de mais e melhores meios. Para poder aumentar a programação própria e multiplicar o modo como chega às comunidades portuguesas.

Uma questão que diversos telespetadores abordaram e que não colocámos ao subdiretor Luís Costa diz respeito à informação precisa quanto à hora em que os programas anunciados serão transmitidos. Estou em condições de poder afirmar que essa é uma questão que, apesar de complexa por existirem três grelhas da RTP Internacional, está a ser estudada pela direção do canal e terá, em breve, resposta positiva.

Eu sou o seu Provedor. Não se esqueça, pode confiar em mim.

Veja o programa completo aqui