Emitido 2017/03/11

Episódio nº 2

 

Convidados

Joana Martins (gestora redes sociais RTP); Nuno Galopim; Daniel Deusdado; José Garcia (Associação de fãs do Festival da Canção); Carlos Coelho (Presidente Ivity Corp);

 

Texto do Provedor

O Festival RTP da Canção 2017 marcou a comemoração dos 60 anos da RTP. A televisão pública escolheu um novo formato e investiu recursos muito consideráveis na concretização do festival. As redes socais e a comunicação social seguiram o acontecimento com grande atenção e, no caso daquelas, com bastante paixão. Alguns telespetadores escreveram ao seu Provedor. Uns sugerem uma versão em inglês para a canção vencedora, outros criticam o facto de terem surgido concorrentes cantando noutra língua que não o português. A transmissão em horário tardio e o facto de só se poder votar através de chamadas de valor acrescentado são críticas que me chegaram. Creio ter respondido a todas. Enviei as que me pareceram mais relevantes – acompanhadas da minha opinião – para os responsáveis da programação da RTP1.

Decidi, contudo, dedicar este Voz do Cidadão ao Festival RTP da Canção 2017. Não para continuar a debater as críticas ou os elogios que este recebeu, mas para lhe mostrar o que se quis mudar, por que razão se mudou e até que ponto se chegou, ou não, onde se pretendia.

Aos 60 anos de idade a televisão pública está sempre perante o desafio de saber que nada faz a partir do zero, mas que o seu futuro não pode ser um mero prolongamento do passado. Precisa, assim, de inovar com conhecimento do que já foi feito; de romper com aquilo que já perdeu sentido e razão de ser; de aceitar correr riscos, propondo ao público de sempre novos conteúdos e novos formatos; numa palavra: surpreender com novas propostas televisivas. Só deste modo dará contributos significativos para o futuro do audiovisual português.

O modo como o Festival da RTP Canção 2017 foi desenhado e realizado terá sido um passo no sentido da inovação desejada? É o que vamos tentar saber ao longo deste Voz do Cidadão.

(…)

Espero que através do conjunto de opiniões e de pontos de vista que aqui lhe trouxe se sinta agora mais “por dentro” daquilo que esteve realmente em jogo no Festival RTP da Canção 2017.

Enquanto observador privilegiado deste acontecimento posso garantir que as inúmeras pessoas da RTP envolvidas nesta mega operação estavam contentes com o resultado obtido. Desde a visível cumplicidade entre as suas figuras mais mediáticas, até ao sorriso dos seus trabalhadores anónimos, o final de festa no Coliseu dos Recreios respirava o sentimento de objetivo atingido. O que reforça os laços entre todos os profissionais e aumenta a capacidade desta empresa para criar coisas novas.

Mas a televisão, sobretudo a televisão pública, não existe para contentar quem nela trabalha, ainda que isso também seja muito importante. Quem tem a última palavra sobre a RTP é quem a vê. Por isso… a palavra que conta é a sua.

 

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