Emitido

2017/11/25

Episódio nº 32

 

Convidados

Alberto Arons de Carvalho (ERC);

 

Texto do Provedor

Alguns dos telespetadores mais irados com o que a RTP lhes oferece escrevem-me perguntando em tom agreste por que razão são obrigados a pagar uma Contribuição para cobrir os custos de um canal que, dizem, nem sequer veem. A questão está duplamente mal colocada. Em primeiro lugar, a Contribuição Audiovisual, conhecida por CAV, não serve apenas para financiar este ou aquele canal televisivo. Financia todo o serviço público de média – televisão, rádio e multimédia. Em segundo lugar, qualquer cidadão também contribui, por exemplo, para pagar a escola pública, ainda que não tenha nem espere vir a ter qualquer familiar a frequentar a escola.

Por outro lado, ao financiarem diretamente o Serviço Público de Media os contribuintes impõem à concessionária RTP um conjunto de obrigações muito mais vasto do que exigem às restantes estações televisivas. E, além disso, reforçam a sua convicção de que podem e devem discutir, questionar e criticar aquilo que a concessionária lhes oferece. E fazem muito bem!

Essa é mais uma razão a favor do Serviço Público de Televisão. De facto, a sua simples existência permite a discussão e o debate sobre televisão. Caso existissem apenas canais privados, o debate sobre televisão seria muito menos vivo e mais limitado pois sempre se diria que eles fazem o que fazem porque têm de ganhar dinheiro. Pelo contrário, o que a RTP lhe oferece, ou deixa de levar até a sua casa será sempre objeto da sua crítica vigilante. E esse é, também, um estímulo para melhorar todos e qualquer um dos canais da RTP.

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