Voz do Cidadão

A televisão pública tem obrigação de tomar a iniciativa para que se crie regulação e legislação sobre a publicidade aos jogos de sorte e azar que defenda os consumidores e proteja os telespetadores.

Ouvimos os diretores dos canais sobre as grandes apostas da programação para 2020. Esperamos ter aumentado as suas expectativas em relação à oferta do Serviço Público de Televisão no próximo futuro.

Há muito trabalho por fazer no sentido de apurar e melhorar a identidade de cada canal do Serviço Público de Televisão.

Pelo debate que geram, pela reflexão sobre como evitar repetir erros e desleixos, as críticas dos telespetadores sobre o rigor das notícias servem de estímulo e razão preventiva de erros futuros.

As regras profissionais e deontológicas do jornalismo podem não ser de fácil compreensão para os telespetadores, mas existem para assegurar algo que todos entendemos: a veracidade, o rigor e a exatidão da notícia, o respeito pelos direitos de quem nela é visado e o interesse público.

Elogiar tem bastante mais impacte do que criticar. Ninguém repudia um elogio, enquanto quase toda a gente reage com má cara a uma crítica severa. Na verdade, a comunicação do contentamento é mais eficaz na promoção de um melhor serviço público de televisão do que os reparos de desagrado e desencanto.

Quem ao longo destes anos resistiu pacientemente a todas as dificuldades e é hoje consumidor de TDT vai, em breve, ser obrigado a sintonizar o seu sistema de receção do sinal para outra frequência.

A música exige num programa de grelha que crie hábitos de encontro regular com o público em horários aceitáveis. Oferecer menos do que isto é muito pouco e é muito menos do que os telespetadores esperam da RTP.

As transmissões em direto de cerimónias religiosas em momentos de grande mobilização dos católicos portugueses justificam-se, não apenas pelo serviço prestado aos crentes daquela religião, mas também como exposição pública de atos significativos da religião com maior peso na sociedade e na cultura portuguesas.

Os diretos são uma das partes mais nobres da informação televisiva, mas são também um terreno difícil em que fácil, fácil, é o jornalista mais experiente ter uma escorregadela.

A maioria dos telespetadores quando crítica a informação da RTP tem como alvo o Telejornal. Ele é a principal cara da informação da televisão pública. E é uma marca em que os portugueses confiam. Apesar dos seus 60 anos não apresenta demasiados sintomas de envelhecimento, embora mereça alguns investimentos que lhe prolonguem a juventude.

Utilizando a liberdade que a lei lhe confere, a RTP deu maior relevo à cobertura da atividade dos partidos com maior número de deputados eleitos e concedeu menor atenção aos partidos extraparlamentares. Em próximas eleições o figurino terá de ser diferente, pois a realidade parlamentar mudou neste outubro de 2019.