Voz do Cidadão

Fazer com que possa viajar com a sua televisão sem sair de casa é o grande desígnio dos programas realizados no exterior. Em grande parte, essa é a sua razão de existir.

Há telespetadores bastante argutos no modo como olham para a forma daquilo que a RTP lhes mostra. Outros manifestam curiosidade sobre como se montam os programas que mais apreciam. Este Voz do Cidadão procura mostrar como é.

Muitos telespetadores olham para a sua televisão como meio de obterem informação imediatamente útil. E querem mais e melhor. Têm razão.

Hoje as crianças não aprendem apenas na família, diante do ecrã de televisão, ou na escola. Muito daquilo que as vai formando, espicaçando a sua curiosidade e alimentado o seu conhecimento encontram-no em outros ecrãs, fora do âmbito daqueles três grandes pilares educativos. E a oferta RTP acompanha esse movimento.

Do desporto à tourada, passando pelos programas de entretenimento, os telespectadores atentos fazem chegar as suas queixas e dúvidas ao Provedor. Porque se esqueceu a RTP dos jogos europeus de Minsk? Porque não acabam as transmissões de touradas? Porque se ataca tanto o SNS? Os telespetadores viram, não gostaram e queixam-se ao seu provedor

Os investimentos técnicos realizados não foram concluídos e o equipamento instalado não pode ser utilizado em toda a sua capacidade. E escasseiam jornalistas, estando várias ilhas sem quem reporte o que nelas se passa.

A presença excessiva da publicidade incomoda os telespectadores. Os inúmeros Anúncios a mais na RTP Play, apelos constantes às chamadas de valor acrescentado para ganhar prémios e suplementos alimentares publicitados pelos próprios apresentadores dos programas da manhã e da tarde são exemplos do que mais irrita o público da RTP.

O universo RTP vai muito além do que se vê na televisão. A RTP está envolvida em muitas iniciativas em parceria com organizações ligadas à educação, à saúde e à solidariedade. E desenvolve muitos serviços destinados aos mais diversos públicos.

A rede de correspondentes locais da RTP é francamente má e muito deficiente. Os territórios mais abandonados são também os que se tornam mais invisíveis devido à ausência de jornalistas neles fixados que mostrem a realidade local.

A RTP pedala COM A Volta a Portugal em Bicicleta desde 1957. Seja pela qualidade da transmissão da prova, ou pelos conteúdos do programa de entretenimento que a acompanha, muitos são os telespectadores que apontam o dedo a estas emissões. E sonham com uma cobertura com a que é feita do “Tour”

Cada telespetador quer ver o seu programa preferido emitido no chamado horário nobre. Tal não é possível, mas será que a RTP1 não podia fazer diferente? Fomos ver como são os horários nobre de diversas estações públicas por essa europa fora.

As alterações climáticas e a emergência climática exigem uma informação cada vez mais rigorosa e completa. Mas a RTP tem dado neste campo passos demasiado tímidos. Os telespectadores querem mais e melhor. E o Provedor dá-lhes razão.