40 anos. É um perito dos aparelhos partidários e estatais. Sempre colado ao poder, obediente mas cínico, já viu tudo e sabe como funcionam as coisas. É Fernando que, inadvertidamente, dá a ideia de se fazer uma novela para distrair o povo. É também ele que fará a supervisão do concurso público e da produção da novela. Desde o início que quer influenciar a novela – que seja mais “sexy”, mais popular e menos histórica. Também desde o início não simpatiza com José e Luís. Também não deixa Vera esquecer-se que é assessora do assessor.

É ele que subverte o concurso e aceita que Borba Gato comece a rescrever episódios e a dar palpites sobre a produção. Filma Thaís bêbeda, nos estúdios, a gozar com os portugueses, e é ele quem dá as imagens à comunicação social, criando um escândalo que afeta a novela e que leva a ministra a despedi-lo. Não consegue arranjar emprego e, deprimido, experimenta um remédio para a ereção chamado Virilix quando leva uma mulher para casa. Está a bater no fundo. Mas quando Susana o quer entrevistar sobre “o caso que não se pode mencionar”, ele negoceia, quer uma crónica no jornal.

No final, e apesar do artigo, o seu plano de distrair o povo com a novela resultou, e a ministra volta a dar-lhe emprego.