Natural de Viseu, vive em Lisboa já há 30 anos, apesar de manter o sotaque beirão. É casado com Celeste e pai de quatro filhas, sendo muito machista. Trabalha como taxista e é o empregado mais antigo da casa, gabando-se da sua perícia enquanto condutor e conhecedor da cidade de Lisboa. Para Valdemar ser taxista é toda uma filosofia de vida e considera que um taxista é mais do que um motorista: deve ser também um psicólogo e um conselheiro.

Gosta muito do que faz e acha que nasceu para ser taxista, agindo muitas vezes como um improvável conselheiro de todos. A relação com a sua mulher irá sofrer alguns contratempos, em grande parte devido aos sarilhos em que Valdemar se mete em busca de aventuras. No entanto, entre as críticas de Regina e o olhar atento de Celeste, Valdemar nunca tem sorte nestas peripécias.

Robusto, ligeiramente rosado nas bochechas, sempre de casaco de cabedal, incorpora a imagem cliché do taxista lisboeta. Tradicionalista, é machista e gaba-se disso, acha sempre que é mais esperto do que os outros.