Casada com João V, Rei de Portugal, portanto, Rainha de Portugal.

Irmã do Imperador Carlos VI da Áustria. Defende os interesses do seu irmão, o qual é pretendente ao trono de Espanha. Por isso, fica danada quando João V faz uma aliança com a Coroa espanhola, dando a mão de Bárbara, a filha mais velha, ao herdeiro do Rei de Aragão. Mas o que deixa Maria Ana mais furiosa são os constantes casos amorosos de João V. Maria Ana não suporta a ideia de que um bastardo possa vir a ocupar o trono e muito menos perder poder para outra mulher. Por estes motivos, cada vez que sabe que nasceu mais um filho bastardo de João V, a Rainha manda-o tirar à mãe e ser levado para longe. No entanto, Maria Ana está ainda para conhecer a sua maior inimiga: Paula, a freira que, para João V, será diferente de todas as outras amantes.

A relação da Rainha com João V é cada vez mais agressiva, as discussões são constantes e Maria Ana, vendo o poder e a posição do Rei sobreporem-se de forma sistemática, não se coíbe de urdir e concretizar planos para atingir os seus objectivos. Para tal, conta com a ajuda de António Stieff, o seu fiel confessor, sempre disposto a cumprir ordens, mas não só: Maria Ana tentará seduzir o Conde de Vimioso e também Francisco, tudo para conseguir destruir Paula. Com o mesmo objectivo, irá, também, chantagear Martinho de Barros para o forçar a ir a Roma denunciar ao Papa as práticas pecaminosas do Rei de Portugal, que mantém constantes relações com freiras na casa de Deus. Maria Ana usará tudo e todos os que estiverem ao seu alcance e lhe possam ser úteis para acabar com a relação entre João V e Paula.

A sua principal investida será quando conseguir aproveitar-se das fraquezas de saúde de João V para o convencer a retirar- se para a termas, afastando-o, assim, da freira e ficando ela própria regente. Maria Ana não perde tempo e, aproveitando este seu reinado, dá ordem para que a Inquisição ponha termo às imoralidades que se passam nos conventos. A principal e única vítima desta ordem real é Paula, cujos aposentos são destruídos e que é espancada na sua velha cela de palha.

O confronto mais agressivo entre Maria Ana e João V dá-se depois do Rei regressar das termas e ficar a par dos actos da Rainha contra Paula. João V passa a ser o maior inimigo de Maria Ana, pois ele não está disposto a desistir de Paula nem a deixar passar em branco qualquer ofensa que lhe seja dirigida. No entanto, Maria Ana não baixa os braços e tentará o derradeiro golpe: manda matar Paula e o seu filho bastardo.