Irmão de João V, Rei de Portugal.

Nunca se conformou por não ser o dono do trono português e, por isso, o seu principal objectivo é destituir João V de forma a ocupar o lugar dele. Francisco é um homem revoltado com a vida, um homem que inveja de forma quase doentia o poder do irmão e a sorte que lhe coube ao ser o primogénito, mas a quem não reconhece capacidade para ocupar o trono e dirigir os destinos de Portugal. Francisco sabe que não pode ser Rei, uma vez que já existem herdeiros, mas pode ainda ser Rei consorte se casar com Maria Ana, a Rainha.

Este pensamento irá estar sempre no horizonte de Francisco, que ambiciona, acima de tudo, ocupar o trono português. Inteligente, Francisco aproveita-se das frustrações e agravos da Nobreza em relação a João V para ter aí fortes aliados contra o Rei. Álvaro de Castro Gouveia, Gonçalo Montalvão e Supico de Morais são alguns dos nobres mais ricos da Corte, pertencentes ao séquito de João V, e o grupo de aliados de eleição de Francisco nas suas tentativas de golpe de estado para depor o Rei de Portugal. É com estes companheiros que Francisco partilha não só os seus planos contra o irmão, mas também noites e noites de arruaças, maus-tratos a desconhecidos, violações e vários episódios de violência.

Francisco não conhece limites cívicos ou morais, acha-se no direito de fazer o que lhe apetece e vinga as suas frustrações naqueles que têm o azar de se cruzar com ele numa noite de farra. Tem dois filhos de Mariana de Sousa, a sua amante preferida e freira. Francisco tem por Mariana uma profunda admiração e é com ela que desabafa os seus sentimentos mais corrosivos em relação ao irmão e que o consomem por dentro. Quando João V, já desconfiado das intenções de Francisco, desterrar Mariana de Sousa para o Lorvão, a inveja que Francisco sente do irmão transforma-se em ódio e num desejo de vingança mortal.

A sua retaliação ao desterro da amante e mãe dos seus filhos começa por Maria Ana, a Rainha: Francisco tenta seduzi-la, de modo a perpetuar o que o seu pai, Pedro, fez ao seu tio, Afonso, mas ela rejeita os seus intentos. O Infante fica frustrado, mas não desiste de tentar uma aliança com a Rainha e acaba por beneficiar da raiva dela por causa da relação entre João V e Paula. Assim, Francisco consegue finalmente o que quer e envolve-se com Maria Ana. A relação entre ambos passa a existir no plano sexual e também no plano conspirativo contra João V. A determinação de Francisco em afastar o irmão do trono de Portugal leva-o a um ponto em que o Infante enfrenta a escolha entre a vida e a morte. Assim, o destino de Francisco decidir-se-á no momento em que ele tentar matar o próprio irmão, João V, Rei de Portugal.