Secretário de Estado do Rei João V.

Muito sensato e prudente, Corte-Real é o homem certo para lidar com os assuntos de estado na medida em que Portugal está, para Diogo, acima de qualquer interesse, individuo ou entidade, até mesmo acima do Rei, seja ele qual for. A sua devoção ao país é absoluta e, mesmo sabendo que, muitas vezes, as suas opiniões não correspondem ao que João V deseja ouvir, não se coíbe de as manifestar, desde que acredite que elas são de grande importância para a saúde económica, social e política da nação.

É incorruptível, o que desperta alguns ódios de estimação, principalmente dos opositores e conspiradores contra o Rei, ou seja, o Infante Francisco e os seus amigos e aliados nobres, Supico de Morais, Álvaro de Castro Gouveia e Gonçalo Montalvão. A sua determinação em manter as acções políticas do Rei João V centradas nos interesses da Coroa portuguesa, afastando-as, assim e mesmo que sem saber, dos planos dos conspiradores, é vista por estes como uma ameaça, o que representa um perigo permanente para Diogo.

Também Maria Ana, a Rainha, conhecendo bem a natureza patriótica inabalável do Secretário de Estado, que o leva a colocar os interesses de Portugal acima de tudo, tentará aproveitar-se disso e manipular Diogo para que a ajude a afastar João V do trono, mesmo que temporariamente, de modo a que possa ser ela a reinar.