Para provar que é possível aliar a criatividade a uma prova técnica, os jurados convidaram Raquel Prates para este segundo programa. Foi ela a responsável por anunciar a peça do primeiro desafio, mostrando como do mesmo molde se podem fazer dois exercícios completamente diferentes.

Do mesmo molde, dois bomber jackets. Depois de observarem o bomber desportivo e o de lantejoulas, cada costureiro fez as suas escolhas, tendo Sílvia um privilégio. Uma vez que foi a autora da melhor peça da semana anterior, Sílvia foi a primeira a escolher o seu tecido e mais ninguém pôde usar o mesmo, assegurando assim um modelo exclusivo.

O desafio não foi simples. A peça tinha características complexas, como a aplicação das mangas, dos cós, do fecho, e até os mais fortes na primeira semana tiveram alguns percalços, como Jana ou Carla, que fizeram aplicações do avesso a determinada altura.

Raúl, que esteve em risco na primeira semana, fez a prova de forma tranquila e confiante. Sara teve alguns percalços e acabou por dar uma tesourada no seu casaco. O alfaiate Marcos não conseguiu finalizar a peça com sucesso e voltou a desiludir Paulo Battista.

Raquel deu uma ajuda a Paulo e Susana na avaliação e, juntos, decidiram os autores das duas melhores peças, uma vez que esta semana só houve dois alfinetes dourados.

Zé Luís venceu um dos alfinetes, depois de apresentar um irrepreensível Bomber em pied’poule. Carla apostou num xadrez inglês que também agradou os jurados.

Desta vez, Jana ficou fora dos premiados, mas prometeu não baixar os braços. A criativa Rita conquistou o coração dos jurados e de Raquel com a sua mistura de cores, mas tecnicamente ainda não teve um trabalho perfeito!

Apesar de haver dois concorrentes em vantagem – livres da eliminação – todos fizeram a prova criativa de transformação, até porque os jurados prepararam 14 temas, um para cada costureiro. A prova de transformação ganhou assim uma complexidade acrescida, mas muito desafiante.

O ponto de partida foi um aborrecido pijama de flanela, que teria de ser transformado numa peça livre, cuja única inspiração foi o tema que calhou a cada costureiro.

Maria da Fé ficou com o tema Frida Khalo e apostou nas cores.

Sara com o tema Amazónia, apostando num vestido étnico com folhas.

Carla, que disse não ser uma criativa, acabou por brilhar com um vestido de flanela e cabedal inspirado no tema rock ‘n’ roll.

Zé Luís apostou nas lantejoulas para o tema disco, mas revelou nesta prova o seu ponto fraco: os desafios criativos.

Deolinda delirou com o tema pin up e brilhou com os folhos e saias rodadas.

Leonor também não deixou dúvidas com a sua criação: os anos 20 são a cara do seu vestido.

Raúl recebeu o tema western, mas manteve-o no seu imaginário feminino e conseguiu fazer uma peça altamente criativa, que deixou Susana muito bem impressionada.

Eduardo teve como tema o minimalismo, mas praticou alguns exageros na sua criação.

Joana recebeu um tema que adora, chinatown. A jovem viajada criou um camisa de inspiração chinesa que cumpriu os objetivos da prova.

Jana fez uma incursão pelas Áfricas, mas só na avaliação descobriu um detalhe que poderia ser fatal, não fosse o seu sucesso na prova anterior: não fez aberturas para os braços!

Amâncio viajou no estilo vitoriano e atreveu-se no mundo da roupa interior feminina da época.

Sílvia teve uma dura viagem pelo estilo dandy, e quase naufragou. No ultimo momento da prova, decidiu dar a volta à sua peça e saiu com distinção, depois de muito sofrer.

Rita recebeu o tema sporty e apresentou uma peça surpreendente: uma farda de cheerleader!

Marcos continuou num abismo, não sabendo assim como lidar com o seu tema: hippie.

O concorrente acabou por ser o escolhido para abandonar a competição, depois de uma semana pouco feliz.

Carla foi a autora da peça da semana, com o seu bomber jacket que apresentou sem um único defeito!