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Novas Narrativas

Exemplo 1: Porta dos Fundos

Porta dos Fundos

Começamos pelo mais simples, por algo que, não sendo multiplataforma, é um caso de sucesso e o tipo de narrativa que procuramos.

A Porta dos Fundos surgiu nas redes sociais – youtube e Facebook – e, apesar de ter pouco ou nada de original na forma (são sketches de humor curtos, como tantos outros), impuseram-se pela inovação na linguagem, pelos temas abordados, pela ousadia e, claro, pelo humor desconcertante.

Para além de já ser também um programa de televisão e de ter originado spinoffs (O Grande Gonzalez ou Porta Afora), continua a fazer da partilha nas redes sociais o seu grande trunfo, com os habituais making of, sketches especiais de Natal, Halloween, etc..

 

Exemplo 2: Late Shift

lateshift2

O segundo exemplo apresenta-se como a primeira experiência cinemática interativa, concebida pela CTRL Movie para smartphones e tablets que corram em IOS.

O destino do protagonista do filme ‘LAT3 SHIFT‘ – Matt, jovem estudante acusado de um roubo -, está nas nossas mãos. Durante as cerca de 4 horas deste thriller (contado por episódios) somos chamados a tomar cerca de 180 decisões… para alcançar um de 7 finais possíveis. Basta descarregar a aplicação.

Quando chegar às salas de cinema, o enredo será definido pela maioria das escolhas.

 

Exemplo 3: The Last Hours of Laura K

Laura K

THE LAST HOURS OF LAURA K é um exemplo claro de um conteúdo transmedia.

Trata-se de um policial ao estilo de Agatha Christie, mas adaptado ao mundo das redes sociais e da revolução digital, onde somos convidados a desvendar um crime recorrendo a todos os dispositivos utilizados pela vítima (as suas contas de Facebook e Instagram, o seu blog pessoal, ou as imagens captadas pelas inúmeras câmaras de vídeovigilância presentes nos locais por onde passou), tudo isto ao longo das suas últimas horas de vida.

Com acesso a toda esta informação, seremos capazes de descobrir o assassino?!

 

Exemplo 4: Real Memories

real

Outra marca que apostou nas novas tecnologias, neste caso a realidade virtual, foi a Mini.

Para apoiar a campanha de lançamento dos novos carros nos EUA, equipados com o sistema CONNECTED, foram criados dois filmes a 360º e uma parceria com o jornal NY Times para a distribuição de 1 milhão de óculos especiais em cartão, feitos pela Google.

Num dos filmes – Real Memories, seguimos Max numa estrada sinuosa… até ao seu passado.

 

Exemplo 5: Use of Force

Use of Force

Use of Force é uma criação de Nonny De La Peña, jornalista americana, que também utiliza a realidade virtual para causar impacto junto das audiências.

Infelizmente, a história está longe de ser ficção: o que somos convidados a ver (com tecnologia VR, que nos transporta para o cenário da forma mais realista possível) é a história do homicídio de Anastasio Rojas, espancado por mais de uma dúzia de polícias de fronteira, em 2014, após roubar uma garrafa de tequila.

A autora, formada em Harvard, chama-lhe jornalismo imersivo: a utilização da realidade virtual e do 3D para mergulhar nas imagens, nos sons e em todas as sensações de uma determinada notícia ou acontecimento.

 

Exemplo 6: Catatonic

catatonic

Também Guy Shelmerdine realizou um filme em 360º, para ser visto com óculos especiais VR (os tais em cartão onde colocamos o nosso smartphone, feitos pela Google) e um estômago forte.

Em CATATONIC, ao longo de 8 minutos, somos um paciente a ser levado de maca pelos corredores de um hospital psiquiátrico. Nós escolhemos para onde olhar, e o que ir percebendo da história que é contada.

Preparem-se para apanhar alguns sustos e torçam por um final feliz.

 

Exemplo 7: Black Opium

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Mais um exemplo que mostra como a publicidade gosta de estar na vanguarda da criatividade, se tiver recursos para isso. E este é um projeto crossmedia, já que a história decorre em mais que uma plataforma.

Para lançar o novo perfume Black Opium Nuit Blanche, a Yves Saint Laurent convida-nos a ver um filme, ou melhor, a viver um bocado da vida da protagonista de um pequeno filme, utilizando o nosso telemóvel (conectado a um site paralelo) enquanto decorre a ação, que passa a ser vista em duplo ecrã.

 

Exemplo 8: CYOD

Choose your Documentary

Exemplo mais interativo que Choose Your Own Documentary não deve haver.

Um diário pessoal cai de um velho livro cheio de pó. O que fariam?
Sigam Nathan Penlington e a sua equipa de operadores de câmara enquanto eles embarcam numa épica e emocional busca, à procura do autor diário. Mas atenção: somos nós, a audiência, quem decide para onde vai Nathan: utilizando o controlo remoto, definimos mais de 1500 caminhos possíveis e escolhemos o desfecho da história.

 

Exemplo 9: A Hunter shoots a Bear

hunter

Este é o exemplo mais antigo (2011), mas um dos mais criativos, concebido pela agência parisiense Buzzman, para publicitar o corretor Tipp-Ex.

Num filme de Youtube divertido – A Hunter shoots a Bear, somos convidados a decidir o que um caçador deve fazer quando confrontado com um urso aparentemente feroz. Ele deve atingi-lo a tiro, ou não? Seja qual for a nossa decisão, o homem vai acabar por nos dar liberdade total (graças ao corretor, claro) de definir o que ambos vão fazer: jogar à bola, dançar, etc.

Puxem pela imaginação e testem a criatividade dos autores…

 

Exemplo 10: Dark Detour

Dark Detour

Dark Detour é uma história de terror contada em tempo-real através das várias redes sociais (twitter, Facebook ou instagram) dos personagens.

Sem nada poder fazer que altere o rumo dos acontecimentos, somos convidados a acompanhar o dia-a-dia de três personagens inocentes, indefesas, à medida que coisas terríveis lhes acontecem e caminham para um abismo de desespero, cujo epílogo está marcado para o dia de Halloween.

Será que elas conseguem sobreviver?

 

Exemplo 11: Peugeot HYbrid4

HYbrid4

Outro exemplo na publicidade, que damos apenas para ilustrar as possibilidades (usar a animação) e não porque seja particularmente interessante.

Para promover o novo modelo híbrido: HYBrid4, a construtora de automóveis francesa Peugeot acaba de lançar um anúncio interativo que resulta bem no smart phone ou no tablet. Num filme de animação, ou ‘graphic novel’, assumimos o papel da protagonista de um thriller enquanto ela evita, ilude ou deixa para trás os maus da fita, utilizando as características do carro: os 4 modos de condução.

Nós decidimos a velocidade… e o destino da bela heroína.