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Homem foi violentamente arrancado de um voo da United Airlines

A companhia de aviação vendeu bilhetes a mais para os lugares que tinha. Quando ninguém se voluntariou para sair, a polícia recorreu à força.

A United Airlines fez notícia não há muito tempo depois de ter recusado a entrada de duas raparigas que usavam leggings quando embarcavam num voo. Ontem, a companhia de aviação norte-americana voltou a pintar as notícias pelos piores motivos.

Antes mesmo de os passageiros embarcarem, a companhia procurou um voluntário que desistisse do lugar, oferecendo-lhe $400. Já os passageiros estavam dentro do avião, que saía de Chicago com destino a Louisville, quando a equipa se apercebeu que estavam em claro overbooking e que teriam de recusar o voo a quatro passageiros. Primeiro, pediram a quatro pessoas que abdicassem dos seus lugares para que os empregados da United que precisavam de estar em Louisville no dia seguinte pudessem ficar com eles. Pelo transtorno, ofereciam $800, mas fizeram saber que o avião não partiria até que alguém se voluntariasse.

Vendo que ninguém queria colaborar, a equipa de cabine informou os passageiros que iriam selecionar de forma aleatória, recorrendo a um computador. Segundo o Huffington Post, um casal cooperou e o homem agora nas notícias foi também escolhido.

O que aconteceu depois gerou a confusão a bordo. O homem – que se sabe agora que se chama David Dao, e que é um médico de 69 anos – foi violentamente arrancado do lugar, enquanto os restantes passageiros, chocados com a intervenção da polícia chamada ao local pela United, gravavam e partilhavam nas redes sociais.

 

A companhia emitiu um comunicado pedindo desculpa pelo overbooking e por ter tido que realojar os passageiros a mais num voo doméstico.

Nas redes sociais, os clientes e potenciais clientes têm feito saber que não mais quererão viajar com uma companhia que trata assim os seus clientes.

O caso podia ficar por aqui, não tivesse um email enviado pelo CEO da United Airlines ter chegado às mãos de um jornalista da ABC e dado a conhecer ao público.

Oscar Munoz escreve: “Enquanto os factos e circunstâncias são analisados, especialmente no que diz respeito ao porquê deste cliente ter desafiado os Agentes de Segurança da Aviação de Chicago da forma que o fez, incluí neste email os relatórios preliminares dos nossos empregados”. No entanto, Munoz adianta que devem também tirar algumas lições do incidente.

A desculpa dada pela United parece querer descartar a violência a que o Dr. David Dao foi sujeito, como um assunto da polícia. Já o Departamento Policial de Chicago confirmou ao The Huffington Post que o “incidente do voo 3411 da United não está de acordo com os procedimentos e que as ações do agente não são obviamente aprovadas pelo Departamento. O agente em questão foi dispensado a partir de hoje enquanto se revê a situação.”

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