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Gerente da Padaria Portuguesa pede liberalização do mercado e vê-se a braços com um boicote

Nuno Carvalho considera que a subida do salário mínimo é um assunto de políticos que não interessa aos portugueses. E pede o fim dos limites legais ao horário de trabalho.


A SIC Notícias entrevistou Nuno Carvalho, sócio-gerente da cadeia Padaria Portuguesa, ontem ao início da manhã para o questionar sobre o anunciado chumbo da descida da Taxa Social Única, acordada para compensar a subida do ordenado mínimo para 557€.

A resposta do sócio-gerente dividiu as redes sociais, depois de Nuno Carvalho ter afirmado que o aumento do salário mínimo é uma prioridade dos políticos e não dos portugueses e que este aumento do ordenado mínimo nem sempre é acompanhado pela produtividade, o que sufoca as empresas.

De acordo com Nuno Carvalho, o que devia ser uma prioridade e parte de uma discussão útil no Governo são a liberalização dos contratos e dos despedimentos, o fim dos limites legais ao horário de trabalho e a redução do pagamento de horas extra, não sendo as empresas penalizadas por contratarem abaixo do que precisam para fazer o negócio prosperar.

Nas redes sociais a reação não se fez esperar, sobretudo depois da entrevista ter sido comentada no Facebook por Daniel Oliveira, um dos membros do programa de comentário Eixo do Mal.

No Twitter as opiniões dividiram-se entre os que estão a favor do desenvolvimento das empresas – atirando a questão do ordenado mínimo e dos trabalhadores para o lado – e os que pretendem fazer um boicote à Padaria Portuguesa. Isto porque o sócio-gerente acaba por repetir que tem de momento 25% dos seus colaboradores a trabalhar por um salário abaixo do salário mínimo acordado para este ano. Outros ficaram só chocados com a quantidade de impostos pagos em Portugal pelas organizações.

Para ver a entrevista completa, cliquem aqui:

O chumbo aconteceu mesmo no Parlamento e os parceiros sociais debatem alternativas. No entanto, o assunto ganhou pano para mangas para uma geração que parece despegada das decisões do Governo.

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