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#deleteUber: centenas de pessoas estão a apagar a conta da Uber

O CEO da Uber assumiu que a empresa vai trabalhar com Donald Trump enquanto isso for bom para o negócio que representam. As redes sociais não gostaram…

O fim de semana ficou marcado pelos numerosos protestos nos aeroportos dos Estados Unidos da América, contra as políticas de exclusão de refugiados e até americanos com origens na Líbia, Irão, Iraque, Somália, Sudão, Síria e Iémen. Para mostrarem solidariedade para com os milhares de pessoas que ficaram retidas e foram proibidas de entrarem em solo americano, a Aliança dos Trabalhadores de Táxi de Nova Iorque anunciaram que não trabalhariam durante uma hora no aeroporto JFK.

“Os motoristas solidarizam-se com os refugiados que chegam à América em busca de paz e segurança e com aqueles que estão somente a tentar regressar a casa depois de terem viajado para o estrangeiro”, partilhou a New York Taxi Workers Alliance na página de Facebook. “Solidarizamo-nos com todos os nossos vizinhos neste ato desumano, cruel e anticonstitucional de pura intolerância.”

A Uber, aproveitando esta tomada de decisão do grupo de táxis, partilhou quase imediatamente nas redes sociais que a tarifa dinâmica que caracteriza o seu serviço seria anulada no aeroporto JPK.
As reações no Twitter não se fizeram esperar e a hashtag #deleteUber ganhou força.

 

A adicionar a esta atitude, as declarações do CEO da nova plataforma de transporte pessoal, Travis Kalanick, garantem que a Uber trabalhará com Donald Trump, com vista a atingir a missão da Uber de melhorar o transporte global.

“Faremos parcerias com qualquer pessoa no mundo se o foco for melhoras o transporte nas grandes cidades, criar oportunidades de emprego, facilitar a mobilidade, acabar com a poluição do ar e com o trânsito nas ruas”, disse Kalanick aos funcionários da Uber, declarações que foram mais tarde corroboradas pelo porta-voz da Uber.

Não é de admirar que centenas de pessoas tenham imediatamente apagado a aplicação dos smartphones e estejam a partilhar inclusive os passos que possibilitam o cancelamento da conta na Uber, por não quererem estar associadas a uma empresa que trabalha com Donald Trump. Os (ex) utilizadores acusam a própria Uber de racismo e xenofobia e, em primeira análise, de se aproveitar da desgraça de milhares de pessoas impedidas de circularem livremente no país só por terem origens em países muçulmanos decididos pelo novo Presidente dos EUA.

 

Por outro lado, a Lyft, empresa concorrente da Uber nos EUA, fez chegar a público uma carta em que se compromete a doar 1 milhão de dólares nos próximos quatro anos à American Civil Liberties Union para que aquela organização continue a defender a Constituição norte-americana.

 

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