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Civis e ativistas em Aleppo enviam últimas mensagens com pedidos de ajuda

Apesar das negociações, o cessar-fogo foi suspenso. Muitos, desesperados, estão a espalhar mensagens pelas redes sociais.

As notícias avançam que a retirada de civis e militantes de Aleppo está a decorrer ao mesmo tempo que o exército sírio se esforça por bombardear os bairros daquela cidade que ainda são controlados pelos grupos armados anti-Bashar al-Assad.
O acordo de cessar-fogo foi suspenso e os civis e ativistas temem pelas suas vidas.

Pela internet espalham-se mensagens com pedidos de ajuda à UN e demais países com capacidade para ajudarem mais de 100.000 pessoas que se encontram cercadas num espaço de apenas 5 quilómetros quadrados.

Em vídeo, através de tweets e posts no Facebook, os cercados tentam fazer ver ao mundo que os bombardeamentos não escolhem as vítimas e matam homens, mulheres e crianças.

O fotógrafo Ameen al-Halabi deixou já algumas mensagens no Facebook: “Estou à espera de morrer ou de ser capturado pelo regime de Assad. Rezem por mim e lembrem-se sempre de nós.”

No post mais recente, o fotógrafo dá conta das negociações entre a Rússia e o Irão. A evacuação de civis foi adiada para amanhã, de acordo com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, depois do Irão ter exigido a retirada de feridos de duas aldeias.

O jornalista americano Bilal Abdul Kareem acusou os grupos muçulmanos de terem “largado a bola” já que podiam ter ajudado as pessoas “com tropas a 25 km de distância”.

 

No seu mais recente tweet, o jornalista pediu a todos que continuem a falar com os governos, para se manterem informados e atentos ao que está a acontecer em Aleppo.

 

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