PEDRO TORRES (15 anos) – Rodrigo Antunes

Filho de Júlia e Carlos. Estudante do secundário, quer seguir Física. Encontra inúmeros paralelos entre o comportamento das partículas subatómicas e o das pessoas nas relações que mantêm umas com as outras. Tendo em conta a idade que tem, é maduro demais para o seu próprio bem, não deixando, apesar disso, de ter os comportamentos típicos da sua idade – é apenas na análise que faz das razões por detrás das acções dos outros que revela a sua maturidade.
Apesar da irmã ter ido para Londres, acha que a mãe a sente mais presente do que a ele próprio. De certa maneira, Pedro quer assumir o papel de homem da casa. Isto porque percebe que o pai não está capaz de tomar conta da família como seria esperado. A estabilidade estilhaça-se: já não é só a crise e a austeridade, é a ameaça do terrorismo; família desagrega-se, com a partida da irmã para Londres, o desemprego do pai, a trágica situação económica do avô. E Pedro sente, a certa altura, que tem de fazer alguma coisa, especialmente pela mãe, que começa a não conseguir lidar com tudo aquilo.