Videoclipes

Riding Pânico – Rosa Mota

Os Riding Pânico nunca se detiveram naquilo que já foi, mas sim naquilo que pode ser no presente. Daí a distância que vai entre um disco e o outro — Rabo de Cavalo, prestes a chegar, é apenas o terceiro da sua carreira.

A música deste “supergrupo no inverso” (os seus membros tornaram-se, grosso modo, “súper” a partir de projetos posteriores) não se delimita pelo tempo, mas sim pela ideia; não é arbitrária, volátil, mas sim a fusão da velocidade de uma faísca com a vontade elétrica de se ser, para sempre, como naquela tarde em que um grupo de amigos procurou o que não encontrava em mais lado algum. Res ipsa loquitur: o grupo de amigos foi-se alterando ao longo do tempo, mas não a sua ideia. Em Rabo de Cavalo, os riffs correm como água viva, a bateria perde-se e parte-se, o groove ainda pulsa, qual coração de criança, sob um caos improvisado. Tudo em nome de um espírito indecifrável, de um rock que, mais do que ser pós-qualquer coisa, é única e exclusivamente Portugal, sobretudo da sua sombra, do que não está imediatamente ao alcance. Tudo porque o pânico não é controlável: cavalga-se.

“Rosa Mota”, cujo vídeo aqui se apresenta, é a primeira amostra do que os Riding Pânico nos reservaram para este 2017.