Destaques

Um livro, um disco, um autor

Livro Antena 3

Os oitenta anos da rádio pública em Portugal foram o pretexto mas o processo acabou por ganhar vida própria e o que começou por ser uma vontade da Antena 3 em escolher discos simbólicos para a Rádio portuguesa, transformou-se num projeto mais ambicioso, em formato livro.

No Domínio Público, voltamos a passar os olhos e os ouvidos pelo livro Cento e Onze Discos Portugueses — A Música na Rádio Pública. Na escuta, debruçamo-nos sobre alguns dos discos mais marcantes da música nacional nos últimos anos e, para apresentarem esses mesmos discos, falámos com os autores dos textos que encontramos no livro da Antena 3.

Silence Becomes It, Silence 4 (Nuno Markl)

“Uma cassete que, se bem me lembro, tinha uma capa amarela fotocopiada… Super deprimente!”

Sem Cerimónias, Mind da Gap (Ana Markl)

“Já na altura começava a ser difícil manter o género à margem da popularidade…”

Filhos da Madrugada Cantam José Afonso, Vários (Isilda Sanches)

“A obra de José Afonso era profundamente fundamental, incrível, revolucionária…”

Mar d’Outubro, Sétima Legião (Rui Miguel Abreu)

“A “Sétima Legião” é um caso muito particular e interessante: é quase um grupo de laboratório.”

10 000 Anos Depois Entre Vénus e Marte, José Cid (João Carlos Callixto)

“O que o álbum trata anda a volta desta concepção quase ingénua do mundo deixar de existir e há um casal que vai para o espaço e quando chega está numa espécie de Jardim do Éden, um planeta quase renovado.”

Get Up, Underground Sound of Lisbon (Isilda Sanches)

“Foi o disco que mudou o paradigma, o disco que nos mostrou que nós podíamos dançar.”

Perto de Ti, Lena d’Água & Atlântida (Isilda Sanches)

“É um disco que, se não valesse por mais nada, valia por ter a Lena d’Água que era um ícone da pop portuguesa.”

Sitiados, Sitiados (Rui Miguel Abreu)

“Nos anos 90 nós temos fenómenos comparáveis aos fenómenos que, nos anos 80, dominaram a indústria mundial.”

Quarteto 1111, Quarteto 1111 (João Carlos Callixto)

“O álbum, de 1970, é gravado na garagem e chega à Valentim de Carvalho pronto para ser prensado.”