• Poder Soul

    28 janeiro 2019 – 1 fevereiro 2019

    Segunda-feira

    Darwin’s Theory

    Keep on smiling

    Lotus Land

    Músico, cantor e compositor, Darwin Jones nasceu em Tulsa, no Oklahoma.

    Começou a tocar quando ainda andava no Liceu, ao lado de Charlie Wilson, que viria a fundar a Gap Band, com os seus irmãos Ronnie e Robert.

    No principio dos anos 70, resolveu formar o seu grupo – Program Band – e, depois de ter sido desafiado por Charlie Wilson, foi para Los Angeles, em 1975, à procura de oportunidades que o levassem mais longe.

    Trabalhou como músico de sessão com Ike Turner, DJ Rogers e Sly Stone e decidiu que devia voltar para Tulsa, com o objectivo de partilhar a sua aprendizagem e as suas experiências com a sua banda e outros talentos locais.

    E para que isso fosse mesmo efectivo, em 78, desafiou Billy Burner, Ronnie Smith, Tim Fenderson e James Blackwood, os seus parceiros na Program Band, a deslocarem-se à Costa Oeste para gravarem um álbum nos Sly Studios, na casa do lendário artista, em Santa Mónica.

    Do material gravado, apenas editaram um sete-polegadas – “Accept the truth” – enquanto Darwin’s Theory, tendo o resto da sessão ficado arquivado até, 2009, ano em que a Lotus Land, de Andy e Tom Noble, resolveu editar o Lp.

    “Keep on smiling” é o tema de abertura deste excelente disco homónimo e uma verdadeira bomba Modern Soul, entusiásticamente recebida pela cena especializada, até porque teve, também, uma edição em single que é, hoje, objecto de coleção.

     

    ▶️ OUVIR

  • Poder Soul

    28 janeiro 2019 – 1 fevereiro 2019

    Terça-feira

    Dawn + Sunset

    Move in a room

    DT&V

    É escassa a informação bibliográfica disponível acerca dos Dawn + Sunset.

    Sabe-se que foram formados, na viragem dos 60 para os 70, em San Francisco, por Don Thompson, Tim Jones e Virgil Rucker e que durante os seis anos em que estiveram activos foram uma presença assídua nos clubes nocturnos da Cidade dos Anjos, principalmente no Playpen Club e no Elbo Room.

    Entre 1972 e 73, gravaram dois singles que tiveram edições de autor, com a distribuição a ser assegurada por Jim Moore, fundador da Jasman Records.

    “Move in a room” é o seu derradeiro disco e aquele que lhes garantiu um lugar na história.

    Esta grande canção Funky Soul, temperada pelo Psicadelismo,  tem sido arduamente disputada pelos mais progressivos Djs da cena especializada e foi recuperada pela Luv’n’Haight, em 2006, atingindo o alcance que merece.

     

    ▶️ OUVIR

  • Poder Soul

    28 janeiro 2019 – 1 fevereiro 2019

    Quarta-feira

    The Fabulous Originals

    It Ain't Fair, But It's Fun

    Jewel

    Lester e Raymond Marbury, Bobby Allen, Reginald Harmon e Delbert Taylor formaram os Fabulous Originals em 1967, em Dayton no Ohio, quando ainda andavam no Liceu.

    Depois de quatro anos a fazerem o circuito de concertos da pequena cidade, Margaret Harris, a avó do baterista Bobby Allen, decidiu financiar-lhes uma ida até Cincinnati, para virem a gravar o seu único disco, nos estúdios de Rusty York, o fundador da Jewel Records, em 71.

    Apesar de não terem voltado a editar, os Fabulous Originals mantiveram-se activos durante quase vinte anos, alincerçando o seu estatuto de culto no circuito de clubes local.

    “It ain’t fair, but it’s fun”, que foi editado pela mítica independente de Cincinnati e que teve duas prensagens de 500 unidades, tal foi o entusiasmo com que foi recebida a primeira, transformou-se num clássico incontornável da cena Deep Funk.

    Este raríssimo e explosivo instrumental destroi pistas de dança desde que foi desvendado, a meio da década de 90, pelo inevitável Keb Darge, e foi reeditado, em 2002, pela subsidiária da Jazzman, Funk 45.

     

    ▶️ OUVIR

  • Poder Soul

    28 janeiro 2019 – 1 fevereiro 2019

    Quinta-feira

    Little Stanley

    The stran

    Vance

    Cantor e compositor, Stanley Lippitt nasceu cego, em Maicon na Georgia, em 1945.

    Depois de se ter mudado para Oakland, com oito anos, e de ter feito uma série de operações, recuperou parte da visão.

    Aos catorze começou a escrever e, após ter tido aulas de canto, estreou-se em disco, em 61, através da Vance Records, como Little Stanley.

    No par de anos que se seguiram, Stanley foi recrutado por Sam Cooke para ir, com ele, para a estrada, dividindo palcos com nomes como Little Esther, Johnny Thunder, Jerry Buler,  Temptations, Aaron Neville ou Marvelettes, regressando à Baia de San Francisco para se tornar num dos protagonistas da cena Soul de Oakland.

    Nas décadas que se seguiram, gravou cinco singles para a Vance, três para a Fos-Glo, pequena independente de que foi A+R, e um para a sua Magic-O, compôs a obra-prima dos Master Plan – “Clinton Park” – foi a voz principal dos mais bem-sucedidos momentos de  Marvin Holmes + The Uptights e participou em várias sessões de gravação da mítica Boola Boola Records.

    “The stran”, gravado em 67 para a editora de Dick Vance, é a sua grande contribuição para o movimento Northern Soul.

    Esta crua e visceral canção nunca falha quando lançada numa pista de dança e é disputada pelos mais abastados Djs e colecionadores da cena Soul, trocando de mão por valores que rondam o meio milhar.

    Teve uma pequena prensagem em 2007, à custa dos festejos do décimo sétimo aniversário do Hip City Soul Club, mitica noite de Berlim, promovida por Marc Forrest, uma das referências do colecionismo Soul europeu.

     

    ▶️ OUVIR

  • Poder Soul

    28 janeiro 2019 – 1 fevereiro 2019

    Sexta-feira

    Margie Joseph

    One more chance

    Volt

    Nativa de Pascagoula, no Mississippi, Margie Joseph nasceu em 1950.

    Começou a cantar ainda criança, no coro da sua Igreja, mas foi já em New Orleans, para onde foi estudar na Universidade de Dillard, que iniciou a sua carreira profissional.

    Em 67, depois de ter gravado uma demo em Muscle Shoals, assinou um contrato com a Okeh, apadrinhado pelo Dj Larry McKinley, iniciando uma sólida e bem-sucedida carreira discográfica de cerca de duas décadas, que se reflectiu numa dúzia de Lps e em dezenas de singles, para importantes marcas como a Volt, a Atlantic, a Cotillion ou WMOT, entre outras, onde colaborou com artistas como Donny Hathaway ou Blue Magic e produtores como Arif Mardin, Lamont Dozier, Johnny Bristol ou Dexter Wansel.

    Escrito e arranjado por Willie Tee e editado em 69, “One more chance” é o segundo dos oito singles que gravou para a Volt, subsidiária da Stax que também lançou o seu primeiro longa-duração, e, provavelmente, o seu mais genial momento.

    Esta sublime canção, servida por uns arranjos imaculados e uma interpretação só alcance dos eleitos, é um pedaço de perfeição Crossover, absolutamente obrigatório em qualquer coleção que se preze.

     

    ▶️ OUVIR