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Poder Soul
25 novembro 2019 – 29 novembro 2019
Segunda-feira
El Corols + Show Band
Chick Chick
Tiny
Nascido em Norfolk, na Virginia, em 1950, o trumpetista Tiny Barge iniciou o seu percurso profissional quando, com apenas dezasseis anos, se juntou à El Corols + Show Band.
O popular grupo formado em 1958, num Liceu de Washington D.C., embora já tivesse acompanhado nomes como Stevie Wonder, James Brown ou Garnett Mimms e fosse presença constante no circuito de clubes nocturnos de toda a Costa Este, apenas tocava versões até à chegada de Tiny Barge.
Mas, de repente, tudo mudou e, em 68, a El Corols + Show Band gravou duas canções originais, que foram prensadas primeiro pela Tiny, uma marca criada para o efeito, e, logo a seguir, pela Rouser, que tiveram bastante airplay local.
Até se ter separado, na década de 70, a banda dividiu palcos com estrelas como os Temptations, os Stylistics, os Intruders, os Delfonics ou Jerry Butler e serviu de rampa de lançamento para lendas locais como Sir Joe Quarterman.
Escrito por Tiny Barge e Eddie Hicks Jr.,“Chick Chick” é o lado b de ambas as versões do seu único disco e a sua grande contribuição para a cena especializada.
Uma enorme canção Deep Funk, extremamente rara em qualquer um dos seus formatos originais, que destroi qualquer pista de dança e é disputada pelos mais progressivos Dj da actualidade.
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Poder Soul
25 novembro 2019 – 29 novembro 2019
Terça-feira
Donoman
I’m the only one
Romark
Curtis Payne foi um versátil e talentoso cantor, sobre o qual se sabe muito pouco, que, entre o fim dos 50 e a segunda metade dos 60, fez carreira em Los Angeles.
Quer em nome próprio, quer sob os pseudónimos Cry Baby Curtis e Donoman, Curtis Payne gravou perto de uma dezena de sete-polegadas para independentes locais como a Fidelity, a Cash, a Dumas, a Thunderbird, a Star, a Julet ou a Romark, tendo sido esta marca, fundada pelo decisivo Kent Harris, aquela que terá prensado os seus mais marcantes discos.
Editado a meio da década de 60, enquanto Donoman, “I’m the only one” será o mais genial e colecionável desses singles.
Uma incisiva e certeira canção, que se transformou num Graal das cenas Mod e Rhythm & Blues e que reflecte, na perfeição, as enormes qualidades vocais deste cantor que dominava, com igual mestria, as várias linguagens da música negra vigente.
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Poder Soul
25 novembro 2019 – 29 novembro 2019
Quarta-feira
Gil Blanding
Rules
Ready
O nova-iorquino Gil Blanding gravou uma mão cheia de singles, sob diferentes nomes, até chegar à Motown e, quando o conseguiu, a sua carreira acabou.
Estreou-se em disco em 1966, através da Ready, pequena editora de Long Island. Nesse mesmo ano teve uma passagem pela Verve e, dois anos mais tarde, lançou mais um sete-polegadas pela Moon Shot, ambos como Virgil Blanding.
Em 69, adoptou o nome Virgil Henry e iniciou uma relação profissional com Jerry Ross, compositor e produtor oriundo de Filadélfia que tinha acabado de fundar a Colossus, que, além de ter rendido mais dois singles, parecia poder mudar-lhe a vida. É que, nesse momento, Ross foi convidado para trabalhar com a Motown, depois dos Temptations e de Dianna Ross e as Supremes terem gravado com sucesso – “I’m gonna make you love me” – uma canção que havia escrito em parceria com Kenneth Gamble e Leon Huff, tendo aproveitado a oportunidade para re-lançar o último disco de Virgil Henry ou Gil Blanding, achando que o império de Berry Gordy o iria transformar num hit, o que não veio a acontecer, provocando a disistência de um cantor que tornaria num dos herois da cena Northern Soul.
“Rules” é uma das canções do seu primeiro disco e, na minha opinião, o melhor dos vários lados que nos deixou.
Um autêntico mostro, desvendado no mítico Wigan Casino, que está entre os maiores hinos do militante movimento britânico e que se mantém hoje tão pertinente como quando começou a levar pistas de dança ao delírio, há mais de quarenta anos.
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Poder Soul
25 novembro 2019 – 29 novembro 2019
Quinta-feira
Kelly + Soul Explosions
Talking about my baby’s love
Dynamite
É escassa a informação disponível acerca dos Kelly + Soul Explosions, embora se saiba alguma coisa sobre o contexto em que estiveram activos.
Sabe-se são uma das bandas da Virginia, que ajudaram a definir o chamado Norfolk Sound, que distinguiu aquela cidade, e que terão gravado dois singles: o double-sider que agora vos apresento e um sete-polegadas sobre o qual quase não existe qualquer referência, como backing-band de Pat Bryan, prensado pela Talent, marca que parece ter ligação à decisiva Shiptown.
“Talking about my baby’s love”, gravado na viragem dos 60 para os 70, foi produzido por Willie Stephen, um carismático artista da região de Tidewater que construiu uma sólida reputação local enquanto Flip Flop Stevens e fundou a Dynamite, a pequena independente que editou este disco, que tem o classico Deep Funk “Got a gig on my back”, na face oposta.
Esta verdadeira pérola Crossover foi introduzida nas pistas de dança nos primeiros anos deste milénio e transformou-se num raríssimo troféu, disputado pela generalidade dos Djs de referência da actual cena Soul.
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Poder Soul
25 novembro 2019 – 29 novembro 2019
Sexta-feira
Pure Love
D.I.S.C.O. spells Disco
Sun Belt
Os Pure Love são mais um projecto sobre o qual se sabe pouco ou nada.
Sabe-se que são oriundos de Jackson, no Mississippi, que estiveram activos no fim dos anos 70 e que apenas gravaram um sete-polegadas, para a independente local – Sun Belt – em 1978.
Não se sabe mais nada…
Ainda assim, “D.I.S.C.O. spells Disco”, composto por Calvin Lewis, co-autor de “When a man loves a woman”, e produzido por Bob Pickett, um nome associado aos North American Recording Studios, foi suficiente para os Pure Love deixarem a sua marca na cena especializada.
É que esta enorme canção nunca falha quando lançada numa pista de dança, foi adoptada pelos mais progressivos Djs Disco e Modern Soul e, sendo cada vez mais difícil de assegurar uma cópia original, foi incluída em “Private wax”, recolha assinada por Zaf Chowdhry e editada pela B.B.E., em 2012.
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