• Poder Soul

    19 junho 2017 – 23 junho 2017

    Segunda-feira

    The Swan Silvertones

    If you think your god is dead (try mine)

    Hob is Gospel

    A contaminação do Gospel pelos géneros de música negra mais populares, entre as décadas de 50 e 80, dos Rhythm & Blues ao Boogie, passado pela Soul, o Funk ou o Disco, é uma das áreas de maior interesse da actual cultura retro.

    The Swan Silvertones foram um grupo Gospel criado em 1938, por Claude Jetter, na Virginia, sob a designação Four Harmony Kings. Nos anos 40 mudaram-se para oTennessee, onde viriam a ter o seu próprio programa de rádio, e mudaram o nome para The Silvertone Singers, antes de incorporarem a marca do seu patrocinador – Swan Bakery – na sua designação final.

    Iniciaram a sua carreira discográfica no fim dos 40, ainda a 78 rotações e, nas décadas seguintes, editaram várias dezenas de álbuns e singles para marcas como a King, a Specialty, a Vee Jay, a Savoy ou a Peacock, entre outras.

    “If you think your god is dead (try mine)”, gravado em 72 para a Hob is Gospel, é o seu grande hino de pista de dança.

    Esta crúa e visceral versão desta enorme canção, também gravada pelos Spiritual Four, é uma explosiva bomba, que cruza o mais selvagem Funk com a profundidade Gospel, levando qualquer pista ao delírio.

    A sua raridade e a extrema procura de que são alvo os originais e que justificam os pequenos defeitos da cópia que aqui trago, levaram a Mukatsuku a fazer uma reedição, cuja legalidade tem sido questionada.

     

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  • Poder Soul

    19 junho 2017 – 23 junho 2017

    Terça-feira

    Dave Hamilton

    Pisces pace

    TCB

    Dave Hamilton é, provavelmente, um dos maiores e mais injustiçados génios da decisiva cena Soul de Detroit, da década de 60.

    Depois de começar muito novo a tocar profissionalmente e com um profundo background Jazz, este espantoso guitarrista e vibrafonista tornou-se numa das figuras chave dos bastidores da Soul da Motor City, ao se transformar num dos membros dos míticos Funk Brothers e, consequentemente, ser constantemente requisitado para sessões de gravação da Motown e não só.

    Mas a sua massiva influência não fica por aí…

    Enquanto produtor, compositor ou arranjador esteve por trás de discos históricos de nomes como Toby Lark, Dottie & Millie, J.T. Rhythm, Billy Garner, Melvin Davis ou da voz do mais famoso cover-up da história do Northern Soul – Little Ann – cujas gravações permaneceram inéditas durante décadas.

    “Pisces pace”, gravado para a sua própria editora, a TCB, no final dos 60, é a grande obra-prima da sua reduzida discografia, em nome próprio.

    Um delicioso instrumental, apoiado na guitarra e no vibrafone, que é um exemplo perfeito do génio de Dave Hamilton, quer enquanto músico quer enquanto compositor, arranjador e produtor.

    Um disco extremamente raro e muitíssimo cobiçado que foi reeditado pela Kent, a exemplo do que aconteceu com quase toda a sua obra, mesmo aquela que ainda não tinha visto a luz do dia.

     

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  • Poder Soul

    19 junho 2017 – 23 junho 2017

    Quarta-feira

    Dry Bread

    Words to my song

    GBI

    Nativo de Crooked Island, Cyril Fergunson, ou Dry Bread, é um dos nomes a surgir do decisivo trabalho de Frank Penn e da sua GBI, na dinamização da Soul e do Funk na Grand Bahama.

    A sua relação com Penn inicia-se em 1972, ao revelar-se o jovem artista de maior potencial num concurso de captação de talento que este promoveu e rendeu um pequeno número de discos, quer em nome próprio, quer sob o pseudónimo Dry Bread.

    Gravada em 74, “Words to my song” é uma grande canção Funky Soul, profunda, crúa e altamente percussiva, como convinha naquele arquipélago das Caraíbas, que tem vindo a conquistar os mais progressivos clubes da actualidade.

    A extrema raridade da sua edição original faz da reedição da Numero Group uma verdadeira pérola.

     

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  • Poder Soul

    19 junho 2017 – 23 junho 2017

    Quinta-feira

    Donald Lee Richardson

    You got me in the palm of your hand

    Soulville

    Embora exista pouca informação biográfica sobre Donald Lee Richardson, parece ser evidente a sua ligação a New Orleans, apesar de ter editado os seus dois únicos singles numa mítica editora de Harrisburg, na Pensilvânia.

    Descobriu-se, recentemente, que o seu primeiro disco teve uma edição prévia na Shagg, emblemático selo local associado a Senator Jones, antes de ter saído pela Soulville e este “You got me in the palm of your hand” foi escrito por um trio que incluiu Wardell Querzegue, um “herói” de New Orleans.

    Gravada em 69, esta deliciosa canção do mais uptempo Crossover é o derradeiro disco de Donald Lee Richardson e transformou-se num hino da cena Northern Soul, sendo completamente infalível quando lançada numa pista de dança.

    É mais um disco raro e alvo de bastante cobiça no seu formato original, que foi alvo de bootleging, nos anos 80.

     

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  • Poder Soul

    19 junho 2017 – 23 junho 2017

    Sexta-feira

    Sons of the Kingdom

    Modernization

    K.O.G.

    Os Sons of the Kingdom foram formados por um grupo de jovens negros de Chicago que, convertidos ao judaísmo, formaram alguns Kibutz na cidade de Dimona, em Israel, para onde também convergiram nativos de Detroit, originando uma pequena cena Soul local que também engloba nomes como The Soul Messengers, The Spirit of Israel ou The Tonistics.

    Entre 76 e 80, gravaram três singles – dois editados em Israel e o último já nos Estados Unidos.

    “Modernization” é, simultaneamente, o lado b do seu primeiro e do seu derradeiro disco.

    Introduzido nas pistas dos clubes Deep Funk e Soul por Keb Darge, na década de 90, sem que tivesse conhecimento da sua primeira incarnação israelita, este sólido cruzamento da melhor Funky Soul temperada pelo Disco com as escrituras judaicas, tornou-se numa espécie de Graal para os mais ambiciosos Djs e colecionadores.

    Foi, felizmente, incluído no segundo volume da série da B.B.E. – “Legendary Deep Funk” – e na recolha da Numero Group “Soul messages from Dimona”, até porque conseguir cópias de qualquer uma das suas edições originais é uma missão quase impossível.

     

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