• Poder Soul

    18 novembro 2019 – 22 novembro 2019

    Segunda-feira

    Lloyd + Glenn backed by Lynn Taitt + The Comets

    Mini skirts + Go Go boots

    BRA

    Lloyd Johnson foi um marcante cantor jamaicano que iniciou o seu percurso discográfico em 1961 e que foi protagonista em todas as pequenas revoluções operadas a partir daquela pequena ilha, desde o Ska ao Reggae, passando pelo Rocksteady ou pelo Dancehall, sub-género que deve muito ao seu clássico de 83: “Cuss Cuss”.

    Cantor, músico e produtor, nativo de Kingston, Glenn Brown também foi um dos herois da música jamaicana. Estreou-se em disco em 1968, em pleno advento do Rocksteady e, durante os anos 70, foi um dos artistas que mais fizeram para manter o Reggae perto da Soul, tendo fundado a Pantomime e a South East e colaborado com nomes como Johnny Clarke, U-Roy, Prince Jazzboo ou o crucial King Tubby.

    Nascido em 1934, em Trinidad e Tobago, o guitarrista Lynn Taitt foi contratado, por Byron Lee, para tocar nas celebrações da independência da Jamaica, em 62, e por lá ficou, para se tornar num actor maior da sua cena músical, com a formação das bandas de culto The Sheiks, The Cavaliers, The Jets e The Comets, com quem assinou um extenso e sólido legado discográfico, para além de ter sido uma presença constante em sessões de estúdio dirigidas por lendas como Bunny Lee, Duke Reid, Joe Gibbs ou Coxsone Dodd, entre outras.

    Gravado em 67 para BRA, “Mini Skirts + Go Go boots” junta estes três monstos num sete-polegadas e, na minha opinião, é a sua maior contribuição para as pistas de dança.

    Uma genial e incisiva canção Rhythm + Blues, com um som único e extremamente original, só possível naquela decisiva ilha das Caraíbas, que se transformou num autêntico Graal da cena Mod.

     

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    18 novembro 2019 – 22 novembro 2019

    Terça-feira

    Nola + The Soul Rockers

    Reach down and get it

    Goldleaf

    Nativa de Fayetteville, Nolla Mainor foi bailarina, baixista, compositora, manager e uma das figuras com maior culto da cena Soul e Funk independente da Carolina do Norte.

    O extraordinário percurso desta mulher que, como Queen Bee ou Queenie,  também foi Dj em clubes nocturnos locais, começou a meio da década de 60, quando recrutou um trio de jovens e fundou os Soul Rockers. Juntou-lhes um organista e organizou uma sessão num minúsculo estúdio de Washington, para gravarem duas das suas canções, que viriam a ser prensadas pela independente de Rocky Mount –Goldleaf – e creditadas a Nola + The Soul Rockers, apesar de ela não ter participado na sua gravação. 

    Sempre liderado por Nolla, o grupo transformar-se-ia em The Boppers e, já com ela no baixo, em The Tempo’s Band, acabando por, em 1975, assinar mais um enorme sete-polegadas, na companhia da cantora Shirlean Williams.

    “Reach down and get it” é o primeiro destes dois discos que se transformaram em cobiçados clássicos da cena Deep Funk.

    Um imenso instrumental, que abre com uma série de incríveis breaks de bateria e que evolui sobre um tremendo trabalho de guitarra e de orgão, extremamente raro na sua edição original, mas incluído no segundo volume da série “Feeling Nice”, editado pela Tramp, em 2013.

     

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    18 novembro 2019 – 22 novembro 2019

    Quarta-feira

    Little Soul

    Hold on (Confidence)

    S.S. Record

    Nascido no fim dos anos 30, em Steel City, pequena cidade rural da Flórida, John Robinson teve uma vida que dava para fazer uma novela.

    A mãe morreu com complicações causadas pelo seu parto. O pai, incapaz de o educar sozinho, pediu ao seu cunhado para o criar, ao lado dos seus oito filhos, mas John acabou por ser “raptado” por uma tia dos seus primos, que tendo problemas de fertilidade e viu nele a oportunidade de ser mãe.

    Acabou por crescer com ela, em Polk City, e apesar de, enquanto criança, o castigar por estar sempre a cantar a música do Diabo, foi com ela e com o seu segundo marido que começou a cantar os Blues e a percorrer as cidades vizinhas Yulee, Fernandina Beach, Sand Hill e Calahan, onde actuava como Little Baby John, durante a viragem da década de 40 para a de 50.

    Assim começou uma longa actividade artistíca que ainda se mantém, enquanto Jonny “Blues Boy” Robinson, e que o levou a Seattle, onde actuou, no princípio da década de 60, sob o pseudónimo Little Robby, a St. Louis e a Centreville, no Illinois, onde ficou conhecido como Little Soul e gravou os seus três sete-polegadas, e ao Indiana, ao Kentucky, ao Missouri e ao Tennessee, à custa do sucesso que fez como Dj de rádio, desta vez com o nome Johnny Soul. 

    “Hold on (Confidence)” é um dos singles que gravou para Solid Soul, na segunda metade dos anos 60, e aquele que lhe assegurou um lugar na história.

    Uma grande canção Soul, que tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos, desde que foi introduzida na cena especializada, e é disputada pelos seus mais ambiciosos Djs e colecionadores.

     

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    18 novembro 2019 – 22 novembro 2019

    Quinta-feira

    James Phelps

    The look on your face

    Apache

    James Phelps nasceu em Shreveport, no Louisiana, em 1932.

    Mudou-se para Chicago, ainda adolescente, onde começou seu percurso artístico.

    Fundou o grupo Gospel Clefs of Calvary, na década de 50, antes de emprestar a sua voz aos Gospel Songbirds, aos Holy Wonders, ao lado de Lou Rawls, e aos Soul Stirrers, de Sam Cooke, que terão servido de ponte para o contrato que lhe seria proposto pelo grupo editorial da Chess e que o levaria a trocar a música religiosa pela secular e a tentar uma carreira em nome próprio.

    Apesar de se ter mantido em actividade até 2010, o ano da sua morte, e de ter partilhado os palcos com gigantes como Otis Redding ou James Brown, James Phelps teve um curto output discográfico e apenas gravou sete singles, entre 65 e 71, para selos como Argo, Cadet, Fontana, Paramount e Apache.

    “The look in your face” foi o ultimo desses discos e, estando longe de ter sido o mais bem-sucedido, é, para mim, o seu mais genial momento.

    Uma autêntica obra-prima Sweet Soul que se trasnsformou num hino da cena especializada, disputado pelos mais obstinados Djs e colecionadores, e que está entre a melhor música negra editada na década de 70.

     

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  • Poder Soul

    18 novembro 2019 – 22 novembro 2019

    Sexta-feira

    Blackrock Educators

    Isn’t it nice

    Cohen

    Nativo de Washington D.C., o saxofonista Ricco Richardson já tinha gravado um sete-polegadas de culto, para a Dy-Rich, editora que fundou com Clifton Dyson, o seu parceiro na primeira incarnação dos Educators, quando se mudou para Greenville, a meio dos anos 70.

    Chegado àquela cidade da Carolina do Sul, juntou-se à banda local Blackrock, formando os Blackrock Educators, grupo cuja designação juntava as experiências prévias dos seus membros.

    Apenas viriam a gravar um single, em 1979, para a pequena editora de Bobby Cohen, que também nos deu um par de obscuros hinos Boogie da Roadway Band e dos First Class International – Cohen Records – antes de Ricco recuperar a designação da sua primeira banda que, com um novo line-up ainda se mantém em actividade

     “Isn’t it nice”, o único disco desta segunda incarnação dos Educators, é um verdadeiro monstro Modern Soul.

    Uma enorme canção, fortemente contaminada pelo Disco, que arrasa com qualquer pista de dança e que gerou a loucura dos mais progressivos Djs e colecionadores, desde que foi introduzida nos mais marcantes clubes da especialidade.

     

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