• Poder Soul

    1 julho 2019 – 5 julho 2019

    Segunda-feira

    John Lee Hooker

    You gotta shake it up and go

    Galaxy

    Conhecido como o Rei do Boogie, John Lee Hooker nasceu algures entre 1912 e 1920, no Mississippi, para se transformar numa das grandes figuras da história da música negra e num verdadeiro pioneiro das várias linguagens da música moderna.

    Ainda criança, aprendeu a tocar guitarra com o seu padrasto e, aos 14 anos, fugiu de casa e passou por Memphis e por Cincinnati, antes de se fixar em Detroit onde, na viragem dos anos 30 para os anos 40, trabalhava na industria automóvel, durante o dia, e animava House Partys, à noite.

    Em 1948, iniciou a sua longa e marcante carreira discográfica, apadrinhado pelo produtor Bernie Besman, que gravou “Boogie children”, o seu 78 rotações de estreia, e o licenciou à crucial Modern Records.

    Até 2001, o ano da sua morte, John Lee Hooker editou centenas de discos obrigatórios, entre os quais figuram hinos intemporais, como “Boom Boom” ou “Dimples”, entre outros, colaborou com nomes como Steve Miller, Elvin Bishop, Van Morrison ou Carlos Santana e influenciou artistas de referência, quer de Blues, o género que adoptou, quer de Rock ou Soul.

    Gravado em 63, para a Galaxy, “You gotta shake it up and go” é um dos seus temas de eleição no seio da cena especializada.

    Uma profunda canção Rhythm & Blues, carregada de Soul, que é um clássico incontornável nos mais esclarecidos clubes dos vários quadrantes da cultura retro.

     

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  • Poder Soul

    1 julho 2019 – 5 julho 2019

    Terça-feira

    Clarence Murray

    Let’s get on with it

    SSS International

    Nascido em 1949, em Augusta, Clarence Murray fez quase toda a sua carreira em Macon, também no estado da Georgia.

    Começou a cantar Gospel, com grupos como os Dixie Jubliers, os Glorious Kings ou o Swanee Quintet, até se ter cruzado com Bobby Smith, um reputado produtor local que viria a apadrinhar o seu percurso discográfico, bem como o do seu irmão mais famoso – Mickey Murray – com quem gravou um dueto.

    Em 68, Smith fez chegar uma gravação ao tentacular Shelby Singleton que, imediatamente, reconheceu o seu enorme potencial e editou o primeiro dos seus quatro singles para a sua SSS International.

    Até 73, Clarence Murray gravaria mais dois sete-polegadas, para marcas como a Federal e a Boblo, sem nunca conhecer o sucesso que merecia.

    Gravado em Muscle Shoals, em 69, “Let’s get on with it” foi o seu último disco editado pela SSS International e a sua grande contribuição para as pistas de dança.

    Uma explosiva e musculada canção, que está entre o melhor que a Soul do sul dos Estados Unidos nos deu e que tem visto a sua cotação aumentar a olhos vistos, nos últimos anos.

     

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  • Poder Soul

    1 julho 2019 – 5 julho 2019

    Quarta-feira

    Mongo Santamaria

    We got latin soul

    Columbia

    Percussionista, compositor e director de orquestra, Mongo Santamaria é um nome chave da moderna música latino-americana.

    Nascido em Havana, Cuba, em 1917, começou a tocar na rua, onde aprendeu os ritmos tradicionais da ilha, antes de, aos vinte anos, se juntar ao Septeto Boloña, primeiro, à Orquestra Cubaney, logo a seguir, e de se tornar num dos músicos residentes do famoso Tropicana Club.

    Depois de uma tour ao México, em 48, que o fez querer mais do que a sua ilha lhe podia dar, mudou-se para Nova Iorque, dois anos mais tarde, para iníciar um percurso que o levaria a colaborar como nomes como Perez Prado, Tito Puente, Cal Tjader, Dizzy Gillespie, Chick Corea, Willie Bobo, Lalo Schifrin, Hubert Laws, Bob James ou os Fania All Stars, a compôr hinos como “Afro Blue”, o primeiro tema latino a transformar-se num standard Jazz, com versões inesquecíveis de gente que vai de John Coltrane a Oscar Brown Jr. e a participar nas várias revoluções de que a música latino-americana foi alvo, desde os anos 60.

    Entre 52 e 95, editou cerca de cinco dezenas de álbuns e um sem numero de singles onde explorou territórios tão diversos como o Jazz, o Boogaloo, a Latin Soul, ou a Salsa, sem nunca abandonar as suas raízes rumberas. 

    Gravado em 69, para a Columbia, “We got latin soul”, que foi editado em sete-polegadas e faz parte do alinhamento do Lp  – “Workin’ on a groovy thing” – é um dos vários hinos que constam da sua extensa discografia.

    Uma canção infalível, que leva ao delirio qualquer pista de dança e que se transformou num clássico obrigatório nas mais diversas vertentes da cena especializada.

     

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  • Poder Soul

    1 julho 2019 – 5 julho 2019

    Quinta-feira

    Billy Cole, Davis + Crooks

    Bump all night

    Recreational + Educational Ent.

    Winston Francis nasceu em Kingston, na Jamaica, em 1948.

    Começou a sua carreira na década de 60, primeiro como membro dos Sheridons e, depois, como vocalista de Carlos Malcolm + The Afro Jamaican Rhythms e do grupo vocal The Mellotones.

    Em 68, gravou um single para a Supreme, na companhia de Jerry Jones e dos Brenford All Stars, e iniciou uma longa carreira a solo, que dura até hoje e que se reflectiu num sem número de discos clássicos, editados por marcas de culto como a Coxsone, a Studio One, a Bamboo, a Duke ou a Tiger, entre muitas outras, assinados por pseudónimos como Bob Melody, Randolph, Winston “King” Cole, Tony Gordon, Billy Cole, Wayne Van Dross ou King Kool.

    Gravado em 75, ao lado dos míticos David Crooks e Bobby Davis, “Bump all night” foi editado pela Recreational + Educational Enterprises, como lado b do clássico Modern Soul, “Extra careful”, é uma das canções que assinou como Billy Cole e é, na minha opinião, o seu mais genial momento.

    Um grande tema Disco Funk, de um artista de Reggae que se aventurou pelos mais diversos campos, que nunca falha quando lançado numa pista de dança e é completamente obrigatório em qualquer coleção se preze.

     

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  • Poder Soul

    1 julho 2019 – 5 julho 2019

    Sexta-feira

    Frankie Kelly

    Ain’t that the truth

    Three Winds International

    É escassa a informação biográfica disponível acerca de Frankie Kelly.

    Sabe-se que é um cantor oriundo de Washington D.C., que começou a sua carreira profissional na década de 70, que se dedicou, quase exclusivamente, a sessões de gravação de terceiros, que colaborou com nomes como Herbie Hankock, Melba Moore ou Richard Pryor, que actuou em clubes nocturnos, na companhia de alguns primos, onde interpretava as canções que ocupavam os Tops, nesse momento, e que apenas gravou este disco.

    Editado em 85, pela misteriosa independente Three Winds International – “Ain’t that the truth” – é, segundo a Billboard de 5 de Outubro desse ano, um sentido tributo a Marvin Gaye e foi licenciado pela 10 Records, em Inglaterra, onde teve um relativo sucesso que o levou ao Top 100 nacional e a ser adoptado pela grande generalidade dos clubes especializados.

    Uma bela canção, que figura entre o melhor que os anos 80 nos deram e que pode ser assegurada por uma bagatela.

     

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