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VOA Heavy Rock Festival 2020

Depois da triunfal edição número 10, o VOA Heavy Rock Festival assume a visão itinerante que faz parte do seu ADN e aterra, nos dias 2 e 3 de julho de 2020, de armas e bagagens no Estádio Nacional, no Jamor (Lisboa), para aquela que promete ser a proposta mais forte desde a sua génese. A prová-lo, eis a confirmação de um dos regressos mais aguardados de sempre a Portugal: o dos System of a Down, quinze anos após a sua última visita.

Aos cabeças-de-cartaz do primeiro dia, junta-se agora a atuação dos Korn no mesmo dia e dos Bring Me The Horizon, headliners no segundo dia de VOA.


A abordagem catártica ao metal alternativo patente nos álbuns “Korn”, “Life Is Peachy” e “Follow The Leader” posicionou os norte-americanos Korn como uma das propostas mais populares e provocantes que surgiram na era pós-grunge do final da década de 90, valendo-lhes dois Grammys e dois MTV Video Music Awards. Na vanguarda do nu-metal, o quinteto liderado por Jonathan Davis evoluiu além do híbrido rock/metal/hip-hop inicial, desenvolvendo um estilo com marca registada que incorpora guitarras graves e riffs colossais, uma secção rítmica extremamente pesada e letras sombrias, tudo envolto num ambiente geral atmosférico e bem obscuro, cortesia da mente brilhante de Davis, que nunca se furtou a expor os seus demónios internos. Uma boa prova disso é o mais recente “The Nothing”, editado no passado dia 13 de Setembro e que se afirma como mais uma entrada brilhante no fundo de catálogo de um grupo que já vendeu mais de 35 milhões de cópias em todo o mundo.

Criados em 2004 a partir das cinzas de várias bandas de Sheffield, os Bring Me The Horizon começaram por lançar o EP de estreia em regime D.I.Y. e, pouco tempo depois, já tinham assinado um contrato para a edição do álbum de estreia, “Count Your Blessings”. 5. Em “Amo”, o registo mais recente, alargaram ainda um pouco mais o seu raio de ação, com uma sonoridade que se afirma cada vez mais como a banda-sonora perfeita para toda uma nova geração apostada em quebrar as grilhetas que prendem a música pesada.

Os System of a Down estrearam-se em Portugal em 1998, como banda de suporte dos gigantes Slayer. Voltaram, já por mérito próprio, em 2002 e em 2005. Agora, os quatro músicos norte-americanos de ascendência arménia encabeçam a 11.ª edição do VOA. Os System of a Down, tal como muitas outras bandas de peso surgidas na reta final do século XX, alcançaram o equilíbrio perfeito entre a fúria thrash dos 80 e a melodia do rock alternativo do início dos 90, tendo a toada sombria e neogótica do seu nu metal ganhado um enorme culto numa altura em que o movimento estava em ebulição. Formado pelo vocalista Serj Tankian, pelo guitarrista Daron Malakian, pelo baixista Shavo Odadjian e pelo baterista John Dolmayan no sul da Califórnia, o quarteto ganhou rapidamente um grande número de seguidores em Los Angeles e, no final de 1997, assinou contrato com a American Recordings, do guru Rick Rubin. Editado no verão do ano seguinte, o álbum de estreia atirá-los-ia para a estrada — primeiro, ao lado dos Slayer, na Europa; depois, como parte do festival itinerante Ozzfest, nos EUA. Após System of a Down lhes valer a marca de ouro, em setembro de 2001 lançaram o mais ambicioso Toxicity, que arrumou de vez com a maior parte da competição e atingiu honras de multiplatina. Para muitos, quase duas décadas depois, continua a ser uma obra-prima, e uma coisa é certa: temas como “Chop Suey!” e “Toxicity” mudaram para sempre a música de peso como era conhecida até então, graças à sua fusão de punk, metal, jazz e música tradicional arménia. Sempre politicamente ativos, mesmo com Malakian e Tankian ocupados com os seus projetos pessoais, a banda acabaria por se manter na ribalta lançando mais três discos a que ninguém pode apontar o dedo: Steal This Album!, de 2002, seguido por Mezmerize e Hypnotize, três anos depois. Surpreendentemente, o grupo entrou em hiato em 2006, reunindo-se quatro anos mais tarde. Desde então, têm-se apresentado ao vivo ocasionalmente e, apesar de não editarem material novo desde 2005, já venderam mais de 40 milhões de discos em todo o mundo. Dois dos seus singles de maior sucesso comercial, “Aerials” e “Hypnotize”, chegaram a #1 da Billboard; “B.Y.O.B.”, por seu lado, valeu-lhes um Grammy na categoria de hard rock. Com apenas cinco álbuns de estúdio na bagagem, os System of a Down são hoje um dos nomes mais emblemáticos da sua geração e, deste regresso a Portugal, não se espera menos do que uma noite para mais tarde recordar.

 

Os bilhetes para o festival custam €80 (passe geral) e €50 (bilhete diário) já estão à venda.

Mais informações no site oficial: www.voa.rocks