Guilherme Valadão lançou o seu primeiro romance aos 76 anos.

A esposa, Isabel, também escreve…

Não sou capaz de viver sem eles.

Isabel gosta mais de gatos mas tanto os gatos como os cães sempre fizeram parte da sua vida.

Eles inspiram-me. Sou capaz de passar horas a observá-los…

A história deste casal começou em Angola.

Em 1967, a Isabel esperava a Margarida. Devido à instabilidade em Angola, Guilherme arranjou um cão de guarda. Ele era agressivo… mas não com a Margarida.

Margarida adoeceu e teve que ser assistida na África do Sul. A partir desse dia, o cão de guarda deixou de comer e beber… apenas dormia debaixo do berço sem que ela estivesse lá.

Passaram alguns meses e não houve nada que se pudesse fazer. Ele acabou por morrer… de saudade.

Chegaram a ter 12 gatos num apartamento. Então resolveram mudar-se para a zona da Ericeira, para terem os animais que quisessem.

Um dia, viram uma loja com um único animal à venda: uma cadela por 300€.
Guilherme propôs ao dono da loja: “Compro-lhe 300€ em ração e dá-me a cadela”.

E assim, Guilherme levou a Daisy para casa. Mais tarde, à Daisy juntou-se o Rudolph. Tornaram-se os melhores amigos…

A Daisy fazia tudo o que queria dele!

Passado 7 anos, Rudolph adoeceu e morreu.

Hoje, já passaram 2 anos sobre a morte de ambos. Mas Guilherme e Isabel não conseguem esquecê-los…

É muito difícil viver com um animal e de repente é um vazio tremendo. Para nós é um familiar… muitas vezes estamos a ver televisão e dá-nos a sensação de que eles ainda estão ali a fazer-nos companhia.