«Se isto toca? …. Se toca!…. Liga-se à parede e é uma torneira a deitar música!… a onda bate na lâmpada e recua …. isto é … tem que arrefecer o carburador … frappé!!».

A frase faz parte do imaginário público e popular, quando nos lembramos da rádio e dos seus primeiros tempos. Do talento de António Silva feito história, no filme “A Menina da Rádio” em 1944.

Tudo para promover esse maravilhoso aparelho de rádio resgatado da “loja de prego” para a festa de aniversário da Luizinha.  

 A Menina da Rádio

Produzido pela Companhia Portuguesa de Filmes. Realização de Arthur Duarte.  Com Maria Eugénia, Óscar de Lemos, Fernando Ribeiro, Teresa Casal, Maria Gabriela, Maria Olguim, Ribeirinho, António Silva e Maria Matos, que contracenam como par amoroso. O desempenho de António Silva neste filme, valeu-lhe o prémio do Secretariado Nacional de Informação (SNI) para o ano de 1944. Ele desempenha o papel de Cipriano Lopes, orgulhoso proprietário da Pastelaria Bijou. É um apaixonado pelo progresso e sonha em criar uma rádio para o seu bairro, tendo como vedeta a sua filha Maria Eugénia e como compositor o seu futuro genro Óscar. Cipriano reencontra o amor perdido na mãe do pretendente da filha, a D. Rosa (Maria Matos), mulher que lhe fazia sempre frente, até se render ao seu amor.