Romancista, dramaturgo e “bon vivant”

Um homem que seguiu o mote “a única coisa sagrada era ser livre como o vento”. Amigo e confidente de Maria Armanda Falcão, era um habitual frequentador da sua casa.

Formou-se em Direito na Universidade de Lisboa e trabalhou como advogado por um curto período de tempo. Posteriormente, regressou a Londres, onde trabalhou como jornalista. Foi aí que tomou contato com a literatura inglesa contemporânea e decidiu tornar- se escritor. Quando voltou a Portugal, escreveu para a revista Almanaque (sob o nome de “Manuel Pedrosa”) e A Mosca, um suplemento do Diário de Lisboa.

Em 1960 publicou seu primeiro romance Um Homem não Chora. E, no ano seguinte, recebeu o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores pela sua peça Felizmente Há Luar!, embora não pudesse ser apresentada nos teatros devido à censura. Em 1962 foi preso por suspeita de participação na Revolta de Beja, mas foi libertado. Partiu novamente para a Inglaterra até 1967.

Após o seu regresso, foi novamente preso pela PIDE, alegando que ele tinha escrito peças teatrais satirizando Salazar e a Guerra Colonial.